FUI INICIADOI NO MINA DJEDJE NAGÔ (EWE FON), EM 1980 EM BELEM DO PARA. ONDE A CASA DE MINA THOYA JARINA FOI ABERTA SOMENTE NO ANO DE 1993 QUANDO ATINGI A MAIOR IDADE. OBS: ESTOU RELATANDO MINHA TRAJETORIA E O INICIO DA CASA QUE DIRIJO. MINHA CASA PERTENÇE A THOYA JARINA E ÉPRESIDIDA POR CABOCLA MARIANA. MANTENHO A TRADIÇAO DO CULTO DE ENCANTARIA. Danbalha na tchê nu wê! Aboru aboye gbogbo iworo s'ope ooo!
segunda-feira, 25 de março de 2013
Èsù - O Poderoso Filho do Universo
Por: Ọlọ́òrìṣà Ejòtọlà
“Kò sí èyí tí yóò móo jeun
Tàbí yóò móo se ìgúnwà tí kò
Ní fi ti Èsù síwájú
Não existe ninguém que coma.
Ou esteja instalado com realeza.
Sem que haja recorrido a Èsù primeiro.”
Erònímosàn (um dos nomes pelo qual Èsù é conhecido na Egbé Ògbóní), divindade primordial, antiga, porteiro da casa de Olódùmarè (O Deus Regente da Terra). Senhor do Àse (força realizadora, força vital). Divindade responsável pela manutenção das três forças primordiais regentes da Terra (Ìwà/funfun, Àbá/dúdú, Àse/pupa). Senhor de todos os caminhos, líder dentre os Irúnmolè (Divindades) e Ajògún (Seres que lutam contra o homem). Divindade da ordem e da multiplicação.
Èsù é cultuado em seus mais variados aspectos, positivo e negativo...
Uma Divindade nem boa e nem ruim, apenas PERFEITA...
Mensageiro de Olódùmarè...
Amigo inseparável de Òrúnmìlà...
Rei da cidade de Kétu...
Muitos são os títulos desta divindade, dentre eles, Àgbó Òdàrà, Èsù, Láàlú, Elégbára, Olúlànà, Alàmùlamu Bàtá, Ajígídam Irin, Olóògùn Àjísà, Èrú, Látopa, Láarúmò, Elégbàá Ògo, Ora, Obasin, Onílé Oríta, Láaróyè.
Seu principal símbolo, o Yangí (laterita, barro pré-histórico) e o Ògo (objeto/bastão fálico).
Èsù deve ser cultuado para que nossos caminhos não se fechem, para que nossos pedidos cheguem ao consentimento de Olódùmarè e possam então ser sancionados. Para que nada e ninguém nos façam mal. Para que tenhamos vida longa e tudo de satisfatório sobre a Terra (Àiyé).
Seu dia de culto é o Ojó Awo (Dia do Segredo, da Sabedoria), primeiro dia da Semana Religiosa Yorùbá de quatro dias. No Brasil, Èsù passou a ser cultuado as segundas-feiras (Ojó Ajé/Dia da Riqueza), porém, é uma Divindade que pode ser cultuado em todos os dias da semana. Seu principal lugar de culto é a Oríta (encruzilhada, cruzamento de caminhos) e principalmente a Oríta métà (encruzilhada de três caminhos, três pontas). Èsù também é cultuado nos mercados (ojà). Na entrada das cidades, templos e casas.
Suas principais oferendas são Omi (água), Epo pupa (azeite de dendê), Èko (bolinho de milho branco cozido), Èwà (feijão fradinho), Àkàrà (bolinho de feijão fradinho), Iyán (inhame pilado), Okà àmàlà (molho de carnes com pirão de inhame), Elédè (porco), Ajá (cachorro), Òrúko (cabrito), Àkùko (galo), Adìe (galinha), Eja (peixe) e Eku (rato do mato).
Èsù detesta Àdí (óleo feito da castanha interna do dendezeiro).
No Brasil, Èsù foi erroneamente associado ao Diabo, e vez de amado passou a ser odiado e temido por muitas pessoas, que quando escutam a palavra Exú, associam a tudo que seja de ruim e acabam por cometer um erro grande. E infelizmente por medo, acabam por perder a oportunidade de conhecer esta maravilhosa Divindade, a primeira estrela criada no Universo (Ìràwò akódà), o pródigo filho de Deus (Universo). E o principal, serem benfazejos pelo poder de Èsù, aquele que transforma pedra em sal, aquele que matou um pássaro ontem com uma pedra que somente hoje atirou, aquele que pisa na pedra e ela sangra.
Outro grande erro cometido nos dias de hoje, é a associação ou até mesmo a confusão, entre a Divindade Èsù e os Exús e Pombogiras, espíritos cultuados na Umbanda. Essa grande confusão dá margem para erros como a Iniciação (feitura) de Exú Tranca-Ruas, Pombogira Maria Molambo e outros mais, na cabeça de pessoas sem malícia e com desconhecimento da Divindade, acabam caindo na mão de sacerdotes sem conhecimento do Culto.
Espero através deste artigo, ter contribuído para o aprendizado de muitos em relação à desmistificação sobre Èsù e seu Culto. Um dos mais belos cultos que existe dentro da Religião (Èsìn Ìbílè Yorùbá) e o mais essencial para a evolução, organização e prosperidade dos seres humanos...
Por Hérick Lechinski - Olóòrìsà Ejòtolà (Para todos aqueles que desejarem copiar e divulgar este artigo, por favor, não esqueçam de mencionarem a fonte...)
Como Òrúnmìlà acalma a cólera de Ìyàmi
Ogbè Ògúndá ou Ogbè Yónú
I I
I I
I I
II I
I I
I I
I I
II I
Como Òrúnmìlà acalma a cólera de Ìyàmi
O que a mim fizeres, farei a ti, a árvore dos campos leva uma coroa na cabeça. O algodão não é um fardo pesado (mas não é compacto). Ifá é consultado para as pessoas que vieram à terra. Ifá é consultado para as Eleye que vieram à terra. Quando as Eleye chegaram à terra, Òrúnmìlà diz, elas são capazes de poupá-lo? Elas dizem que quando chegaram à terra, quando vieram pela primeira vez à terra, beberam de sete águas. A água de Ògbèrè na cidade de Owu foi a que beberram em primeiro lugar. Beberam em seguida a água de Majomajo, rio de Apomu. Beberam em seguida de Oléyò, água de Ibadan. De Iyewa, elas beberam em Iketu. De Ògún, elas beberam em ibara. De Ibo, elas beberam em Oyan. De Oséréré, elas beberam em Ikirun. Das sete águas vós bebetes quando viestes à terra. Quando bebestes dessas água quando viestes à terra, estais com os filhos dos homens, encontrais os filhos dos homens, vós os poupareis? Dizeis que não os poupareis. Os filhos dos homens correm para a Eégún. À casa de Eégún, vão em primeiro lugar naquele dia. Esses filhos dos homens vão correndo encontrar Eégún. Eles dizem, tu Eégún, protege-nos, as filhas de Eleye dizem que não querem poupá-los. Eégún diz que não é capaz de salvá-los. Ele diz que não é capaz de proteger os filhos dos homens naquele dia. Eles deixam esse lugar. Vão à casa de Òrìsà, vão à casa de Sàngó. Vão à casa de Oyà, vão à casa de Obà. Pedem que os protejam. Todos eles dizem que não são capazes de apaziguar a cólera delas. Que, irá salvá-los neste mundo? Eles devem ir à casa de Òrúnmìlà, quando chegam à casa de Òrúnmìlà, dizem, Òrúnmìlà, protege-nos. Eles dizem, as filhas de Eleye não nos querem poupar.
Eles dizem, elas nos matarão. Eles dizem, protege-nos, que elas sejam capazes de poupar-nos, que elas não sejam capazes de matar-nos e comer-nos. Òrúnmìlà diz que com eles farão um pacto, mediante juramento, naquele dia. Ele diz, somente se alguém o preparar (como Òrúnmìlà fez outrora), eles serão poupados. Èsù vem dizer veementemente a Òrúnmìlà. Èsù diz que ele prepare um prqato de barro, que ele prepare um ovo de galinha, que ele prepare mel, que ele prepare uma pena de papagaio, que ele prepare folhass de ojúsàjú, que ele prepare folhas de òyóyó, que ele prepare folhas de àánú, que ele prepare folhas de agogo ògún. Òrúnmìlà faz a oferenda do lado de fora. Quando Òrúnmìlà fez a oferenda. Èsù é isto, é amigo de Òrúnmìlà. Assim como ele teve um encontro com as Àjé na terra, assim as encontrou no além. No dia em que elas beberam dessas sete águas, antes de tudo, no dia em que elas começaram a beber, foi na presença de Èsù. Mo dia em que ela fizeram a reunião, foi na presença de Èsù. Elas decidiram no momento em que chegaram. Disseram, aquele que decifrar o enigma que elas apresentassem, disseram, aquele que decifrar o enigma, elas o poupariam. Disseram, aquele que queria ser poupado, se não soubesse o enigma, elas não o poupariam. Òrúnmìlà não conhece esse enigma. Mas quando Òrúnmìlà dá comida a Èsù seu ventre se adoça (ele fica contente). Èsù anda sem fazer barulho (sem que as pessoas não o ouçam), ele fala a Òrúnmìlà. Ele diz que Òrúnmìlà tenha bucha de algodão na mão, diz que tenha um ovo de galinha na mão. As filhas de Eleye dizem com insistência: “elas não estão contentes com os filhos dos homens naquele dia”. Elas dizem, todo caminho pelo qual òrúnmìlà andou, elas dizem que não é bom. Elas dizem que não estão contentes com pessoa alguma. Elas vão persistindo nesse assunto até a casa de Ogbè Yónú. Quando chegam à casa, as filhas de Eleye declaram (seu caso), os filhos dos homens declaram (seu caso).
Os filhos dos homens são (julgados) culpados. Quando os filhos dos homens são julgados culpados (a despeito) das oferendas que Òrúnmìlà fez na terra, Òrúnmìlà é (julgado) culpado. A oferenda, Òrúnmìlà fez na terra, diz que elas estão contentes com ele. Èsù diz, filhos de Eleye, ele diz, deveríveis saber o tipo de indicação dada. Ele diz, o sacrifício que, dessa forma, Òrúnmìlà trouxe para fora, ele diz, examinai-º quando elas o examinam, elas pegam a folha de òyóyó. Ah! elas dizem, Òrúnmìlà diz que elas estão contentes com ele. Òyóyó é quem diz que vós estais contentes comigo, que não deveis lutar comigo. Elas (as Eleye) dizem, quando òrúnmìlà tinha a folha de òyóyó ele dia que elas estavam contentes com ele, (e) que elas també estavam contentes com todos os filhos dos homens. Elas vêem em seguida a folha ojúsàjú. Èsù diz, compreendeis aquilo que ela vos disse? Ele diz que vós, com toda a bondade, o respeiteis, que ele verá a bondade. Elas dizem que folha é esta? Dizem qual é a terceira folha? Ele diz, que é a folha àánú. Ele diz, vós todas tereis piedade (sàámu). Elas dizem que terão piedade de Òrúnmìlà. Elas dizem (o que significa) a folha do agogo ògún? Ele diz vós sabeis. Ele diz que na casa, nos campos e detrás do muro da cidade, que tem todo lugar aonde lhe agrada ir, vós deixareis o que seja bom, que tudo aquilo que ele tiver na mão, vós deixareis o que seja bom, elas dizem que ele peça com agogo ògún. Elas dizem, por que este mel? Elas dizem, como é que ele conhece a coisa com a qual elas prestaram um juramento? Ele diz, Òrúnmìlà é capaz de saber de todas as coisas. Elas dizem, por que este efun? E este osùn? Ele diz, giz que vós lhe deis a felicidade. Ele diz, pó vermelho diz que chegueis com a felicidade. Elas dizem, por que a pena de papagaio? Hein! Ele diz, quando vós, Eleye, chegardes ao além, ele diz, a pena com qual fizestes o sacrifício, vós a colocareis na cabeça, ele diz, esta pena que vós utilizais traz com ela a felicidade, em todos os lugares por onde ela vai.
Quando chegou o tempo, quando Òrúnmìlà cessou de falar, As Eleye dizem, tu Òrúnmìlà; dizem elas, como então acabaste de falar elas dizem, deixa que elas também falem por elas. As filhas de Eleye vêm dizer, eles dizem Òrúnmìlà, elas dizem, está bem elas vão apresentar um engma. Elas dizem, quem deverá ser capaz de resolver o enigma que elas irão apresentar. Elas dizem que ele devera ser capaz de resolver o enigma que elas vão perguntar. Elas dizem, sua casa será boa, seu caminho será bom, seus filhos não irão morrer, suas mulheres não irão morrer, ele também não irá morrer, todos os lugares para onde ele estender a mão serão bons. Mas se ele não conhecia este enigma, elas não aceitaram sua súplicas, elas ficariam encolerizadas com ele o tempo todo. Mas se ele for capaz de dar a resposta, acabou. Òrúnmìlà diz que assim está bem, ele diz que elas apresentam este enigma: “Elas dizem jogar Òrúnmìlà diz pensar”}(sete vezes). Na sétima vez elas pedem essa resposta a Òrúnmìlà. Elas dizem, Òrúnmìlà, dizem, quando ele diz pegar, dizem, elas, o que elas lhe enviam para se pegar? Ah! diz ele, vós enviais um ovo de galinha. Dizem elas, de que dispóem para pegar (o ovo)? Òrúnmìlà diz que é a bucha de algodão. Elas dizem a Òrúnmìlà que jogue este ovo de galinha para o ar. Elas dizem que ele o pegue sete vezes. Quando Òrúnmìlà o pegou sete vezes, elas dizem assim acabou? Elas dizem assim está bem. Elas dizem que eles estão perdoados. Elas dizem, vós, todos os filhos dos homens e tu Òrúnmìlà, elas dizem, dançai, elas dizem, cantai: “Òrúnmìlà o fez, ganhastes, pessoas, ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye vieram dizer-vos ganhastes, pessoas. Foi a água Ogbèrè em Owu que bebestes em primeiro lugar, ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem ganhastes, pessoas. Bebestes em seguida a água de Majomajo em Aapoinu, ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem ganhastes, pessoas. Em seguida bebestes a água de Òléyò em Ibadan, ganhastes, pessoas.
Da água de ibo bebestes em Oyan, ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem ganhastes , pessoas. Da água de Oséréré bebestes em Ikirun, ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem ganhastes, pessoas. A folha de ojúsàjú diz que vós a respeiteis, ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem que vós ganhastes, pessoas. A folha de òyóyó diz que vós estais contentes, vós ganhastes pessoas. As filhas de Eleye dizem vós ganhastes, pessoas. A folha de àánú diz que tereis piedade, vós ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem vós ganhastes, pessoas. A folha de agogo ògún diz que me enviais a felicidade, vós ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem, vós ganhastes, pessoas. Se não lambermos o mel ficaremos com ar triste, vós ganhastes, pessoas. As filhas de Eleye dizem, vós ganhastes, pessoas”. Quando Òrúnmìlà terminou seu canto, Òrúnmìlà dança. Ele vem com um agogo na mão. Eles vêm bater o agogo. Òrúnmìlà acabou de dançar, elas dizem, Òrúnmìlà, elas dizem, isto está bem. Elas dizem, se deve ir à casa, ou ir ao campo, ir para fora, todos os caminhos onde ele puser a mão (por onde passar) serão agradáveis. Elas dizem, se ele deve construir uma casa, elas dizem, se ele quiser dinheiro, elas dizem, se ele quiser permanecer muito tempo no mundo, elas dizem, se ele desejar que elas o protejam, elas dizem, se Òrúnmìlà cantasse esse tipo de canção, elas dizem que aceitarão, elas dizem, que ficarão contentes com esta pessoa, elas dizem, que tudo aquilo que Òrúnmìlà quiser pedir-lhes, elas dizem, que no lugar onde agradar a Òrúnmìlà permanecer, quer seja nos sete céus de acima, se ele cantar esta espécie de canção elas responderão.
Então elas farão a coisa que ele pede para a felicidade. Elas dizem que se ele permanecer nos sete céus de baixo, se ele cantar esta canção, elas então farão a coisa que ele quiser para a felicdade. Elas dizem que se ele permanecer nos quatro cantos do mundo, se ele permanecer na casa de Olókun (o mar), se ele permanecer no lado do mar, se ele permanecer no meio de duas lagoas, se ele permanecer em Iwanran no lugar onde o dia nasce, se ele cantou isto, se ele deu nomes às água que elas beberam, elas dizem que perdoarão. Elas dizem que está bem. Elas dizem, o diznheiro que Òrúnmìlà não tem. Òrúnmìlà o terá. Elas dizem, a mulher que Òrúnmìlà não têm, Òrúnmìlà a terá. Ela dizem, a mulher que não deu à luz, a mulher de Òrúnmìlà ficará grávida, ela dará à luz. Elas dizem, a casa que Òrúnmìlà a construirá. Elas dizem todas as coisas boas que Òrunmìlà não viu, ela dizem Òrúnmìlà ficará velho. Elas dizem que Òrúnmìlà ficará muito tempo ( no mundo), ele se tornará um ancião. Òrúnmìlà diz a todos os seu filhos do alto e de baixo, ele diz que precisam conhecer esta canção, que precisam conhecer esta história, para que sejam capazes de contá-la. Toda pessoa a quem esta história for contada, as Eleye jamais ousarão combatê-la.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Olooke, Oloroke, Orisa-Oke
Entre os
Orisa e os Ebora existe um chamado Orisa-Oke.
Entre todos
os oke existe um mestre muito importante de nome Oloke, o dono e senhor das
montanhas e anteriormente existiam vários outros Oke junto com ele. Eles também
são muito importantes e não se deve brincar com eles, pois são a justiça acima
de qualquer coisa. Sua importância se deve muito ao fato de que todos os orisa
que chegaram no tempo da criação, desceram na terra por intermédio de Oloke,
pois Oke foi a primeira ligação entre òde-orun e òde-aiye, sendo que ele foi a
primeira terra firme, uma montanha que elevou-se do fundo do mar a pedido de
Olodumare e com a ajuda de Oroina (não confundir com Oraniyan) e resfriada por
Olokun..
Conta o
mito dos tempo da criação que no principio do mundo, só reinava Yeye Olokun, a
deusa do oceano avó de Ya Olokun e bisavó de Yemoja, e Olodumare, o deus
supremo estava aborrecido com tanta monotonia de só haver água cobrindo tudo,
então ordenou a Oroina, o fogo universal, matéria de origem do sol, a lava
vulcânica contida nas entranhas da terra, a fazer surgir com a força vital da
existência que lhe deu Olodumare a primeira colina do fundo do mar que cresceu
em forma de um vulcão em erupção lançando lava que Oroina, com a ajuda de
Oloke, Aganju, e Igbona, traziam das profundezas da terra e que eram resfriadas
por Olokun. Foi assim que nasceu Oke, a montanha, divindade que também é
conhecida como Oloke, o dono e senhor da montanha.
Logo
Olodumare, o universo com todos os seus elementos, reuniu todos os demais orisa
funfun em Oke e determinou a cada um o seu domínio na criação da vida.
Chegaram
primeiro Obatala e Yemu (Oduaremu).
Após a
chegada de Obatala e sua esposa Yemu chegaram os outros orisa funfun sendo um
muito especial Akafojiyan que com seu irmão Danko (ou Ndako) encabeçou os
demais vindo a frente e este ultimo passou a habitar os bambuzais branco.
Chegaram Ogiyan, Olufon, Osafuru, Baba Ajala, Olufande, orisa Ikere e todos os
demais orisa funfun.
Após a
chegada dos orisas era a vez dos Ebora que tendo à frente o ebora losiwaju,
Ogun Alagbede Orun o Ogunda Osi e os demais ebora e a cada um foi dada por
Olodumare uma função na terra.
Sem Oloke
nenhuma divindade teria chegado na terra e sendo ele a primeira terra firme, sempre
se deve recorda-lo e fazer-lhe oferendas, pois o que aconteceria se ele
resolvesse voltar para Okun. Epa mole.
Oloke é a
colina, tudo que é elevado e alto, a lava vulcânica também lhe pertence e é a
divindade de todas as montanhas da terra, sendo ainda a força e o guardião de
todos os orisa, é inseparável de Obatala e muitas vezes fala por sua boca, é
por isto que quando se inicia um Osala velho deve-se por uma criança para
cria-lo em virtude de Oloke ser um menino a criança o representaria perante Obatala
na iniciação. Obatala e Olofin moram ao lado de Oloke no alto da montanha.
A arvore Ose
(Baoba) é também sua representação e seu arbusto de culto, pois a grandiosidade
do Baoba, sua altura, sua magnitude, a idade de até 6000 anos que pode viver,
sua solidez faz dela a arvore escolhida por Oloke para seu culto. No Brasil por
existirem poucos Baoba passou-se a cultuar Oloke ao pé da gameleira branca que
serve de culto também para Iroko, mas um orisa não tem nada em haver com o
outro e é bom lembrar que a arvore Iroko também não existe no Brasil e a
gameleira lhe foi adaptada para o culto da divindade cujo verdadeiro nome é
Oluwere, nome que poucos conhecem no Brasil, onde o orisa tomou o nome da
arvore onde é cultuado.
As
oferendas de Oloke consistem em carneiros, galos, conquem, pombos, certa
espécie de peixe, feito de uma maneira especial e boi, come ainda amala, feito
também de maneira especial, certa espécie de feijão, eko, e milho branco e sua
comida principal são folhas recozidas de Oniapaja, sempre com muito cuidado uma
vez que Oniapaja é altamente urtigosa. Em épocas difíceis na África lhe era
oferecido nos tempos antigos, a exemplo de muitos orisas um ser humano ainda
criança ou ainda recém-nascido e em certos lugares de culto existiam mulheres que
geravam filhos para serem ofertados ao orisa e eram escolhidas aquelas que
geram mais gêmeos pois nas aldeias em que ele era cultuado quando acontecia o
nascimento de gêmeos um deveria ser sacrificado para o orisa e o outro seria
consagrado a ele. Atualmente esta pratica foi abolida e não se tem noticia se
no Brasil chegou a ser praticada.
Em pesquisa
de campo, segundo o Antropólogo Andrew Apter, Phd da Universidade de Chicago, e
que presenciou o festival de Oloke em Ayede Ekiti, declara pelo que pôde ver
que este orisa é muito próximo de Obatala. Seus ewo são os mesmos de Obatala.
Na África, até os dias atuais este orisa é tido por muita importância sendo
muito temido e seus festivais anuais, o “SEMUREGEDE”, atraem grande numero de
fieis e estes acreditam que Oloke trará prosperidade e paz pelo ano todo.
Seus ritos
são sete e dois deles são os pontos culminantes que é a oferenda no arbusto na
floresta sagrada e sua saída a rua acompanhado de seus adoradores onde as
pessoas prostram-se com a cabeça no chão em sinal de grande respeito e temor
perante um orisa tão poderoso. Os não iniciados escondem-se dentro das casas e
as mulheres grávidas assim como crianças que não fazem parte do Egbe devem
esconder-se em casa. O “Apenon”, cargo da casa de Oloke, é quem sai à
sua frente empunhando um grande atori ou Isan com o qual ele afasta as
pessoas e abre o caminho para que o orisa passe. “Aboke” outro cargo da casa de
Oloke e que raramente aparece em publico tendo apenas função interna neste dia
poderá acompanhar o cortejo e será a única vez que estará em publico. Baba
Elejoka é aquele que pode dirigir-se a Olooke e conversar, fazer pedidos a ele.
Nota: No “Ase
Oloroke de Bauru este ritual é vivido todos os anos quando acontece o grande
festival “OJOKEREGEDE” em honra a Oloke onde podemos ver Olooke Ijero, a
qualidade de Oloke da casa e seus Oyes num grande festival.
Oloke é o
guardião de muitos povos no Ekiti, e lá estão localizadas as maiores rochas
onde se praticam seu culto. As mais notáveis destas rochas e montes ficam nas
cidades de Okiti- Efon, Ikere-Ekiti e Okemesi-Ekiti. Nobres entre eles são os
montes de Okiti-Efon no limite ocidental com o estado de Osun e próximo a
Osogbo, Ikere-Ekiti na parte sul, e montes de Ado-Ekiti na parte central. Mais
um detalhe que deve ser citado é que a palavra Ekiti vem de “Okiti” [Ok(e)iti]
e quer dizer montanhas esplendorosas.
A lenda da
criação continua:
Quando tudo
já estava funcionado com cada orisa e ebora com suas funções sendo executadas
eis que Olokun julgou que havia sido prejudicada perdendo espaço para as outras
divindades e então Olokun resolveu retomar o espaço que ocupava anteriormente
invadindo as terras. Muitos seres que já haviam sido criados morreram com ira
de Olokun.
Olodumare
vendo o que estava acontecendo novamente deu ordens a Oroina, Aganju, Igbona e
Oloke para que fizessem uma cadeia de montanhas que isolasse Olokun em seu
espaço e assim com a força destes orisas as montanhas isolaram Okun mas Olokun
insistia em invadir desafiando assim as ordens de Olodumare.
Olodumare
enfurecido condenou Olokun a viver nas partes mais profundas do Oceano e ainda
a acorrentou dando a ela um mensageiro que era uma grande serpente marinha de
tamanho nunca antes visto. E deu a Olokun uma Ilha onde sua mensageira viria receber
as oferendas para levar até Olokun. Após muito tempo nesta situação, já com a
terra e a criação reconstruída, Olokun pediu a Olodumare que a deixasse livre
mas os seres que viviam na terra deveriam lhe fazer uma oferenda diária de um
ser humano em troca do espaço perdido e que lhe pertencia.
Olodumare
julgou justo e concordou mas ela deveria permanecer no fundo de Okun e apenas
de tempos em tempos poderia vir à superfície em sua ilha e quanto às oferendas
diárias, seria a grande serpente, sua mensageira quem lhe entregaria e
escolheria a vitima do sacrifício.
É por isto
que até os dias de hoje todos os dias o mar leva um ser humano e por vezes
vários, mantendo assim Olokun apaziguada.
Com a
invasão de Olokun os primeiros seres que haviam sido criados foram todos
tragados pelas águas, mas estes primeiros seres eram defeituosos e mal acabados
pois eram as primeiras experiências dos orisas que puderam então fazer seres
mais aprimorados que desenvolveram as civilizações.
Oloroke
(Oloke) apaixonou-se por Olokun e desta união nasceu “Ye ye Yagba Efon”, que
criou a água doce formando assim o primeiro curso d’agua que mais tarde passa a
ser chamado de Rio Osun numa clara homenagem a Efon que o criou.
Osun =
Osoun = aquela que é próvida de muita beleza.
Oloke criou
vários lugares para sua adoração, mas sua cidade principal foi Okiti Ikole onde
era adorado em um grande Ose (baoba). O Okiti, atualmente estado de
Ekiti, é seu grande celeiro.
Conta um
outro itan, do odu Ejiogbe, que o Oloke vivia pacificamente com seu povo na
cidade de Ikere e de repente apareceu Esu para avisar que as tropas de Ifé
estavam a caminho da cidade para uma invasão. O rei Oloke foi ao Babalawo da
cidade e o odu que surgiu foi Ejiogbe determinando que Oloke fizesse um ebó de
16 feixes de búzios acompanhados de 16 peixes, 16 galos, 16 galinhas um
carneiro que tivesse o chifre com a ponta para o alto e um cabrito. O cabrito
deveria ser sacrificado na porta da cidade para Esu o portador da mensagem. O
carneiro deveria ser sacrificado à arvore Ose que havia na praça da
cidade e os outros ingredientes em volta da cidade em 16 pontos diferentes com
o sacrifício dos galos e galinhas.
Seus
súditos não deveriam usar nenhuma arma, apenas deveriam esperar na praça da
cidade pacificamente. E foi o que Oloke fez, após a conclusão do ebó prescrito
sentou-se no centro da praça em frente a grande arvore Ose acompanhado
de toda sua gente e esperou pacientemente a chegada dos invasores.
Quando os
invasores chegaram, um grande barulho se ouviu, a terra estremeceu e uma grande
pedra de nome Osunta cresceu e levou o povo de Oloke para as alturas onde não
podiam mais serem alcançados pelos invasores. Quando seu povo estava seguro no
alto da montanha, Oloke se transformou em lava vulcânica e desceu montanha abaixo
acabando com seus inimigos. Nesta montanha Oloke ficou conhecido pelo nome de
Oloosunta, a divindade tutelar da montanha Osunta.
Existe um
cântico do orixá que lembra bem esta passagem:
O
Lor(i)ekun Omo dide
Wara wara
Si (o)ke si (o)ke
E lorekun lorekun
Wara wara si (o)ke si (o)ke
Lorekun lorekun
Lorekun omo dide
Os filhos
estão em pé
Ele (Oloke)
pegará a presa
Rapidamente
a montanha se abrirá (como um vulcão)
Ele pegará
a presa, pegará a presa
Rapidamente
a montanha vai se abrir
Ele pegará
a presa, pegará a presa
Seus filhos
estão em pé (a salvo)
Os Oke são
muitos, Oloke é o mestre de todos e entre alguns podemos citar: Oloroke, Oke
Olumó, Oke Badan, Olookuta, Oloosunta, Ori Oke, Oke talabi, Olota, Oba Oke,
Arira Oke, entre outros.
Oloke é o
orisa que se encanta em um leão, o leão da montanha, “Ekun Oke” e quando
furioso desce a montanha em forma de lava vulcânica e destrói tudo que encontra
em seu caminho pois o vulcão também lhe pertence e Oroina, o fogo universal é
sua matéria de origem que resfriada pelas águas de Olokun formaram estas
grandes pedras de granito, Oke.
Neste
contexto Oloke conduz os quatro elementos primordiais da natureza. O fogo por
ser a lava vulcânica, a água da qual ele dependeu para que resfriasse e se
tornasse uma montanha de granito, a terra que é a lava vulcânica ja resfriada e
pode ser pisada e neste ponto ele divide com seu irmão Aganju tal poder e
finalmente o ar sem o qual o fogo não é possível. Não pode-se esquecer que lava
vulcanica quando contido na terra é Oroina, quando sai da terra é de Oloke, o
fogo que caminha com ela é Igbona e quando se torna terra firme é Aganju, exeto
estas grandes pedras de granitos que são Oke. Oloke veste branco e sabemos que
o branco é o resultado da interação de todas as outras cores. E se a natureza
por si só possui todos estes elementos quando o louvamos exclamamos “Epa mole”
em respeito aos espíritos da terra.
O Odu Ifa
que acompanhou Oloke ao mundo é Ofun meji e o Esu que os acompanhou é chamado
de Esu Orangun também chamado de Esu Anan (Wonan)) um Esu muito velho e
poderoso que é assentado em pedra serve Oloke, sua filha Efon (Osun) e também
Obatala. A Esu Anan deve ser ofertado galos brancos. Este Odu é uma criatura
branca complexa assim como este Esu e foi este Odu e este Esu que acompanharam
Irunmolé Oloke ao mundo. Epa mole.
Não se pode
esquecer que Oloke também é uma criatura branca complexa e sendo assim veste
branco e seu rosto não deve ser encarado por nenhum mortal e o orisa também não
quer ver os olhos das pessoas pois Oloke não confia nas pessoas e assim
reserva-se debaixo de um Ala. Seu “ala” cobre todos os iniciados de Efon.
A iniciação
deste orisa na maioria das vezes é feita com o iniciado ainda criança e quando
a iniciação é feita para um adulto são necessários alguns cuidados especiais.
Não poderá na iniciação faltar Ewe Ose sua folha principal e a arvore Ose
será também de grande importância para uma iniciação uma vez que o rito do
arbusto que é cheio de detalhes e segredos os quais não poderei revelar neste
trabalho por entender que trata-se de algo muito secreto de um orisa que não é
do domínio de todos e que por isto deve ser preservado. A oferenda no arbusto
dará inicio a feitura mas não contará com a presença do Yawo pois ai esta sendo
tratada a matéria de origem de Oloke e neste momento será oferecido um grande
animal que cobrirá o ser humano de outrora.
Sendo um
Orisa tão antigo e que participou do tempo da criação não se pode esquecer das
Yami agbagba que serão lembradas e tratadas na mesma arvore e em outras seis.
Só então começará a iniciação propriamente dita. Oluwa deverá receber oferendas
para que assim se complete as oferendas das Yami Eleye. O poder de Yami
foi-lhes dado por Olooke e por este motivo as mulheres, quando do festival
Ojokeregede, devem ficar de cabeça baixa e agachadas não podendo olhar para
Olooke sob pena de morte e também as Yami Osoronga tem respeito muito grande
por este orisa uma vez que só ele pode lhes tirar o poder.
Oloke esta
sempre presente nos festivais de Yeye Olokun e de Obatala. Seu toque principal
no tambor “D’AGUA” é aguerrido e lembra muito o Aluja tocado para Sango, porém
mais cadenciado pois na região Ijesa e Ekiti a dança é muito valorizada pela
beleza, e os movimentos tornan-se mais lentos para que possam ser executados
com muito mais graça. Ele dança também o ritmo Ijesa, isto tanto na
África quanto no Brasil.
No festival
de Oloke em todo Ekiti-ijesa, na semana que antecede o festival o Egun de Oloke
é quem sai a rua para dançar. Na semana seguinte é o festival do Orisa reúne
grande numero de fieis e em alguns ritos é proibido a presença de mulheres e
crianças, pois, as mulheres não podem sequer tocar no igba do orisa , são
consideradas escravas de Oloke e podem apenas cantar para ele e neste momento
quem devem cantar são apenas as mulheres. As mulheres podem também serem
iniciadas para Oloke, porém não podem por a mão no próprio assento de seu orisa
tendo que imediatamente ser confirmado um homem que fará as funções.
No terreiro
do Oloroke de Paulo de Efon todos estes fundamentos são observados menos a
dança de Egun, pois neste asé, faz-se um oro ao egun de Oloke uma semana antes
do festival anual do orisa e é o festival mais esperado de todo o ano litúrgico
da casa onde Oloke, um dos mais antigos orisa da terra, abençoa todos os seus
filhos e lhes dá proteção e abundancia por todo o ano.
Quanto ao
tabu de mulheres por a mão no Igba do Orisa , não se deve faze-lo para que o
orisa não perca suas forças e condene a mulher que assim agir.
Oloke não
pode ter seu rosto visto pelas pessoas e ele também não quer ver as pessoas
para não ter que castiga-las pois o orisa é muito justiceiro e todos podem
mentir mas os olhos falam a verdade e sendo assim Oloke não confia em quem quer
que seja por isto não olha para ninguém.
Um orisa
acompanha muito Oloke ao ponto de levar em seu nome o nome do orisa é ele Ogun
Oloke ou Ogun Oke pouco conhecido no Brasil. Este Ogun viveu em Ori-Oke ao lado
de Oloke e é que da caminhos a Oloke. Isto pode ser confirmado em um Itan do
Odu Ogunda:
Os vários
orisa, como é dito
Cada um tem
as áreas especiais onde habitam
Ogun é o
deus do ferro, da guerra e dos viajantes
Foi ogun
quem usou um facão para abrir o caminho quando os orisa estavam vido do Orun
para este mundo.
Por isto, é
acreditado, que os orisa o respeitam.
Mas ogun é
muito agressivo para uma vida povoada.
Então ele
foi para o topo de uma colina
Onde ele
foi em busca de caça, farra, guerra e exploração.
Na montanha
ogun conheceu Olooke, o dono da montanha,
e os dois
caçavam juntos até que ele se cansou.
Quando ele
decidiu voltar para a cidade de ile Ifé
Era difícil
para ele adquirir uma casa para morar
Porque a
face dele era terrível
Olooke
acompanhou Ogun para maior desespero das pessoas.
OJO TI OGUN NTI ORI-OKE SOKALE
ASO INA L’O MU B’ORA
EWU EJE L’O WO
O dia em
que Ogun estava descendo da colina
A face dele
estava como fogo
E ele
estava vestido em sangue
Ogun é
chamado para clemências de jornada
Para caça
abundante
E para se
ter vitória em uma guerra
É Ogun o
responsável pelas marcas faciais
Os outros
orisa
Tem que
respeitar Ogun.Olooke.
Neste Itan
podemos ver que Ogun foi quem abriu os caminhos para Olooke vir para as terras
baixas e participar do convívio das pessoas.
ODURA
OLOOKE
· Ah,olooke
se eyi o
eniyan ko o
ise eleduwa ni
ko se ba
mo ji
gini,mo rin gini
mo rin
gini gini wo ja
mo ba awon agbagba meta
agbagba meta to ti Ile-ife bo
mo ni bawo ni won se n se nibi
wo ni ire ni ko je temi
beeri mi ke yo mo mi
sese lo omode yo mo eye
mo di odindin mo wo lo mo.
· Omi dudu
Omi dudu
omi dudu fo ju jo aro
o fi oju jo aro
ko le ran aso
ko le ran aso
ko le ran
awo
ko le fi ipa ran ebi awa
· Momori bale
Baba mi
Mon maa kare oke lere
Baba mi
Mon maa kare oke lere
Omo Olooke a to bo ro ré
Baba mi
Mon maa kare oke lere
Baba mi
Mon maa kare oke lere
· Mo fi ori bale
fun baba Oke
Oloroke
fun baba Oke
Oloroke
ORIKI OLOOKE
Òkè ládéokín ajíbíse
Òkè gbogbo è lomo
Dúdú n kóóró
A ní nla ìfun àjànàkú
A wá láyá ijá korikori
Òkú erin ti í ba àràbà lérú
Òkè ládéokín a bi aso kolà
Òkè ládéokín eléwú mònà mònà
Ayibíowú omo lájogun
Òkè kéé kèè kéé
Ni yíkè yíkè i yí
Ta ní lè yí sóbí
Ta ní lè yí Elegbaa
Ta ní lè yí Tèngbá
Ajíbíse Òkè baba Siè
Egbe akankú e jòwó
E má je kí Olooke o re òwu
Olooke ti ó re òwu kò dé
Olooke ti ó re òwu kò bò
E bá mi gbé omo Olooke
Lantí Lantì
Òkè kò ní ilé tíè lótò
Ìdí Obàtálá ní í gbé
Òkè ládéokín eléwú mònà mònà
Jojololá Ajíbíse
Òkè gbogbo è lomo
O orin que
segue é para tirar Olooke no barracão ou para tirar uma Pessoa para receber um
cargo da casa de Olooke. Neste momento só as mulheres podem cantar e as mesmas
vão jogando seus Iborun ou pano da costa Branco no cão formando uma pasarela
para o grande Orisa passar e as mesmas permanecem sempre agachadas e com olhar
baixo.
Laye
Olugbon
Iborun a lo
Oro n lo
Laye aresa
Iborun a lo
Oro n lo
Ori a e lo ta de lo ta de
Atare a loko losun
Fa doko ikiko
Eleda iluran
Eniya gbo o
Eleda iluran
Laye olugbon
Mo gbe iborun meje
laye aresa
mo gbe iborun mefa
laye akanda
Mo ra koko, m ora aran
mo egbirin baba aso
afi ole,lo le pe ile yi o dun
mo tu ju gbogbo won lo
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
EL-REI D. SEBASTIÃO
Na praia dos Lençóis, entre os municípios de Turiaçu e Curupuru, no Maranhão, nas noites de sexta-feira, não havendo luar, aparece um grande touro negro com uma estrela resplandecente na testa. Quem estiver na praia será tomado de um pânico irresistível (...).Quem tiver a coragem de ferir o touro na estrela radiante vê-lo-á desencantar e a aparecer El-Rei D. Sebastião. A cidade de São Luís do Maranhão submergir-se-á totalmente, e diante da praia dos Lençóis emergirá a Cidade Encantada, onde o rei espera o momento de sua libertação. Na praia dos Lençóis é proibido pelos pescadores levar-se qualquer recordação local, que tenha sido colhida na praia ou n’água do mar, conchas, estrelas, búzios, algas secas, etc. Tudo pertence a El-Rei D. Sebastião e é sagrada sua posse”.Dom Sebastião foi o rei português que morreu em 1578, aos 24 anos, quando se lançou com seus soldados em uma temerária aventura guerreira no Marrocos, na esperança de converter os mouros em cristãos. Ele desapareceu na famosa batalha de Alcácer Quibir, durante o qual o exército português foi quase dizimado pelas forças inimigas, e como o seu corpo jamais foi encontrado, muitas lendas foram criadas pelos crédulos e otimistas, todas alimentando o sonho de que um dia Dom Sebastião retornaria à sua terra para libertá-la do domínio espanhol, restaurando dessa forma o império português.
Uma dessas histórias sustenta que o soberano costuma aparecer nas noites de lua cheia em uma das praias da ilha dos Lençóis, que por sua vez está localizada no arquipélago de Maiaú, lado ocidental da cidade de São Luís.
Reza a lenda que o rei sempre se deixa ver na forma de um touro encantado, aguardando esperançoso que algum corajoso finalmente apareça e o liberte da maldição que o colocou naquela situação. E, também, que ele mora em um palácio de cristal que sempre se ergue no fundo do mar, próximo a ilha, mas não consegue sair de lá, por mais que tente, porque seu navio não encontra a rota correta que o leve de volta a Portugal.
A mesma versão garante ainda que a Ilha dos Lençóis é encantada, e que se tomou morada do rei português porque os montes de areia nela formados pelo vento, se assemelham aos existentes no campo de Alcácer Quibir, onde Dom Sebastião desapareceu.O touro negro que esconde a figura do rei português tem uma estrela de ouro na testa, e se alguém conseguir tangê-la, ferindo o animal, o reino será desencantado, a cidade de São Luís irá submergir e em seu lugar surgirá à cidade encantada que guarda os tesouros do rei.
Também o dia em que a testa estrelada do touro for atingida por algum cidadão desassombrado, o rei será libertado do encanto maligno que o transformou em animal e emergirá de vez das profundezas do oceano.
Dom Sebastião I (1554 - 1578), décimo sexto rei de Portugal, herdou o trono em 1507, quando tinha apenas três anos de idade. Aos 14 anos, quando finalmente assumiu o trono, o jovem soberano tinha a saúde débil, o espírito fraco e a mente sonhadora, razão pela que ao invés de administrar o vasto império de que era senhor, formulava planos para batalhas imaginárias e conquistas retumbantes, além de projetos visando à expansão da fé católica, profundamente convencido de que seria ele o capitão de Cristo numa nova cruzada contra os mouros do norte de África.Por esta razão começou a preparar-se para a expedição contra os marroquinos da cidade de Fez.
E quanto a Dom Sebastião, provavelmente morreu na batalha ou depois de aprisionado. Mas para o povo português de então, o rei havia apenas desaparecido, e por isso passou a esperar por seu regresso .
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Dà Làngàn Òtòlú
Dà
Làngàn Òtòlú
é a forma que o Vòdún Òtòlú era conhecido na
cidade de Savalú. Desde criança Dà làngàn mostrava as suas habilidades na caça
e na arte de guerrear, sempre aos cuidados de seu tio Ázáká que como irmão de
seu pai, líder dos Zúncòtòlè (Guardiões da floresta) é um caçador de extrema
habilidade e conhecimento da floresta de Savalú. Dà Làngàn foi criado para
suceder o seu tio Ázáká. Diz a lenda que, quando Dà làngàn ainda um adolescente
ficou perdido na floresta e foi cercado por um enorme Leopardo negro faminto. O
jovem Dà Làngàn tinha o costume de tocar uma flauta de osso quando estava
descansando na floresta. Esse instrumento pertencente a um Vòdún da mata ligado
aos sons emitidos na floresta, Vòdún esse chamado de Àzízá, que é um
adolescente que vive tocando a sua flauta de osso pelo meio da mata atraindo
para dentro dela as pessoas não bem-vindas por ele. Assim quando o Leopardo o
cercou, Ázízá tocou a sua flauta distraindo o Leopardo e com um ataque feroz,
Dà Làngàn voou no pescoço do Leopardo e, com um punhal, cortou-lhe sua cabeça e
bebeu seu sangue depois comeu algumas partes dele a fim de ter as mesmas
habilidades. Assim Dà Làngàn, passou a ser muito respeitado mesmo ainda sendo
um adolescente. O título de Òtòlú que significa ´´Chefe caçador de Savalú ´´
foi conquistado quando Dà Làngàn acabou com uma tentativa de invasão pelos Nago
na floresta de Savalú, então seu pai o Rei Kúxòsú, deu-lhe o título de Òtòlú e
no mesmo dia ele ganhou o comando dos Valutö( um grupo seleto de guerreiros
caçadores que o próprio Òtòlú era membro e agora ele os comandava). Com o
adoecimento de seu pai, Dà Zòjí seu irmão primogênito assumiu o trono e assim
Òtòlú assumiria também os Zúncòtòlè. Quando Òtòlú assumi a liderança dos
Zùncòtòlè ele ganha importância dentro do reino e principalmente dentro do clã
Sákpátá pois, agora ele tinha uma função de captar alimentos da floresta e
proteger o reino. Nesse tempo Ázáká, Otölú e seu primo Ázáwànì quando juntos em
caçadas ou batalhas na floresta, eram chamados pelos inimigos e admiradores de
Hùndèválú título dado aos grandes ancestrais Caçadores-Guerreiros da antiga
dinastia de Savalú. Após a morte de seu pai e a posse em definitivo de Dà Zòjí
ao trono, Dà Zòjí dá o comando do exército de Savalú para Dà Làngàn Òtòlú que,
após o comando, constrói em um vilarejo perto da costa, um tipo de quartel dos
Valutö e um centro de culto ao Vòdún Ázízá. Essa cidade ,depois de sua morte,
foi o primeiro local de culto ao grande Guerreiro-Caçador de Savalú conhecido
como Òtòlú ou simplesmente por sua velocidade e ferocidade como Tòlú-Tòlú o
Guerreiro que não erra. Por ter sido cultuado primeiramente em Dàgbá e, o mesmo
que gostava de tocar a sua flauta debaixo de uma árvore com o mesmo nome de
Dàgbá, sua fava de iniciação é o fruto da árvore Dàgbá. Na parte litúrgica do
culto Vòdún Òtòlú é responsável pela a fartura alimentícia e segurança das
casas de culto próximas a florestas, em qualquer ato de colher ou caçar na
floresta Òtòlú deverá ser consultado juntamente com Ázízá. Na cerimônia do Grá,
Òtòlú tem a função de proteção aos neófitos quando os mesmos entram na
floresta. Vòdún imprescindível nas feituras dos neófitos no Ásé do Kpò Dàgbá,
pois ele é peça fundamental em uma cerimônia chamada Ámátítè. Em outras lendas,
Òtòlú pertencia a um grupo chamado Húédá de Úídá e que chegou até a região dos
Áízòs e lá, por um determinado fato, ganhara a admiração do chefe de uma vila e
recebera em casamento, a filha desse chefe. Òtòlú se torna o pai de Ábá Hànkò,
que irá criar os impérios de Fita e de Savalu que, reunirá todos os Áízòs dessa
região com a denominação de Mahuínos(Mahins). Antes da criação do Império
Mahin, aconteceu a terceira migração do Tádò. Foi a dos Ájàs Ágàssúvís que vão
criar Álàdá, Ábòmèy e Ájàxé(Porto Novo). Da reunião dessas três cidades estados
surge Dahomé.
Òtòlú é muito confundido com o òrísá Òsóòsí
dos yorubás porém, não possuem nada em comum a, não ser o fato de ambos serem
caçadores. Tem como cores o azul turqueza ou em algumas casas o verde, como
elemento a terra, como dia da semana a terça ou a quinta-feira e como saudação
Áhò gbò gbò Òtòlú!!!
AVEREKETE
Averekete
Na síntese,
Averekete seria filho de Naete e vodun Hou, e compõe o panteão dos voduns do
oceano, tendo a função de preservar a vida marinha. Segundo os ìtàns, Averekete
vivia nos céus juntamente com sua irmã Ágbè (Abê), Averekete em forma de
pássaro e Ágbè em forma de estrela. Ambos foram morar no mar, Averekete em
forma de pássaro marinho e Ágbè em forma de estrela do mar. Mora na zona de
arrebentação das ondas, juntamente com Aziri Togbosy, uma de suas irmãs. Faz
parte da família Hevioso e tanto é cultuado na Fogueira dos Caviunos (fogueira
de Sogbo) quanto nas festas das águas(gozin) e agrados aos voduns do mar. É
quente e agitado e segundo as lendas sempre rouba as chaves das riquezas do mar
de sua mãe Naete para dar os outros aos seres humanos. Representa a
prosperidade, a abundância, o sustento. Seria o responsável pela comunicação
entre os voduns marinhos com os seres humanos, trazendo recados, levando
oferendas, etc. Tem como símbolos a vara de pescar, o remo e a rede. É um grande
pescador, protetor daqueles que dependem do mar para seu sustento, sendo
responsável pela fartura e pelo êxito em pescarias. Castiga aqueles que sujam o
oceano, junto com Aziri Togbosy, perseguindo também os que fazem uso da pesca
predatória. Vive em eterno atrito com Erzulie, sua irmã mais velha pois,
segundo o mesmo, humanos podem viver na terra e fazer uso das riquezas que o
mar oferece, indo contra o pensamento de sua irmã, que insiste em levar a
humanidade para o oceano, sendo causadora de Tsunamis e Afogamentos. É
confundido com Òlóògúnèdé do culto iorubá, porém nada possui em comum com o
mesmo, apenas o fato de ambos terem como cor o azul e o amarelo. Averekete é
jovem e arredio, sendo um dos filhos mais queridos de Naete. Gosta de peixes,
doces e frutas. Sua saudação é Aho gbo gboy Averekete!
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