quinta-feira, 28 de março de 2013

ÒSOOSÌ. AWO ÒDE ÌJÀ PÌTÌPÀ. OMO BÀBÁ ÒGÚN ONÍRÉ. ÒSOOSÌ GBÀ MÍ O.



ÒSOOSÌ. AWO ÒDE ÌJÀ PÌTÌPÀ. OMO BÀBÁ ÒGÚN ONÍRÉ. ÒSOOSÌ GBÀ MÍ O.
Oxosse! Ó orixá da luta, irmão de Pai Ògún Onírè. Oxosse, me proteja!

ÒRÌSÀ A DÍNÀ MÁ YÀ. ODE TÍ NJE ORÍ ERAN. ELÉWÀ ÒSÒÒSÒ. ÒRÌSÀ TÍ NGBÉLÉ IMÒ, GBE ILÉ EWÉ. A BI ÀWÒ LÓLÓ. ÒSOOSÌ KÌ NWO IGBÓ, KÍ IGBO MÁ AÌ TÌTÌ. OFÀ NI MÓGÀFÍ ÌBON, O TA OFÀ SÍ INÁ, INÁ KÚ PIRÁ. O TÁ OFÀ SÍ OÒRÙN, OÒRÙN RÈ WÈSÈ. OGBÀGBÀ TÍ NGBA OMO RÈ. ONÍ MÀRÍWÒ PÁKÓ. ODE BÀBÁ Ò. O DÉ OJÚ OGUN, O FI OFÀ KAN SOSO PA IGBA ÈNÌYÀN. O DÉ NÚ IGBÓ, O FI OFÀ KAN SOSO PA IGBA ERANKO. A WO ERAN PA SÍ OJÚBO ÒGÚN LÁKAYÉ, MÁ WO MÍ PA O. MÁ SÌ FI OFÀ OWO RE DÁ MI LÓRÓ. ODÈ Ò, ODÈ Ò, ODÈ Ò, ÒSOOSÌ NI NBÁ ODÈ INÚ IGBO JÀ, WÍPÉ KÍ Ó DE IGBÓ RE. ÒSOOSÌ OLORÓ TÍ NBÁ OBA SÉGUN, O BÁ AJÉ JÀ, O SÉGUN. ÒSOOSÌ O ! MÁ BÀ MI JÀ O. OGÙN NI O BÁ MI SE O. BÍ O BÁ NBÒ LÁTI OKO. KÍ O KÁ ILÁ FÚN MI WÁ. KÍ O RE ÌRÉRÉ ÌDÍ RÈ. MÁ GBÀGBÉ MI O, ODE Ò, BÀBÁ OMO KÍ NGBÀGBÉ OMO.

Orixá que tendo bloqueado o caminho, não o desimpede. Caçador que come a cabeça dos animais. Orixá que come ewa osooso. Orixá que vive tanto em casa de barro como em casa de folhas. Que possui a pele fresca. Oxosse não entra na mata sem que ela se agite. Ofà é a arma poderosa que o pai usa em lugar de espingarda. Ele atirou a sua flecha contra o fogo, o fogo se apagou de imediato. Atirou sua flecha contra o sol, O sol se pôs. Ó salvador, que salva seus filhos! Ó senhor do màrìwó pákó! Meu pai caçador chegou na guerra, matou duzentas pessoas com uma única flecha. Chegou dentro da mata, usou uma única flecha para matar duzentos animais selvagens. Arrasta um animal vivo até que ele morra e o entrega no ojubo de Ogum. Não me arraste até a morte. Não atire sofrimentos em minha vida, com seu Ofà. Ó Odè! Ó Odè! Ó Odè! Dentro da mata, é Oxosse que luta ao lado do caçador para que ele possa caçar direito. Oxosse, o poderoso, que vence a guerra para o rei. Lutou com a feiticeira e venceu. Ó Oxosse, não brigue comigo. Vence as guerras para mim Quando voltar da mata, Colhe quiabos para mim. E, ao colhê-los, tire seus talos. Não se esqueça de mim. Ó Odè, um pai não se esquece do filho.

QUARTA FEIRA DE CINZAS\SABADO DE ALELUIA DENTRO DO TAMBOR DE MINA

QUARTA FEIRA DE CINZAS\SABADO DE ALELUIA DENTRO DO TAMBOR DE MINA
POR: MARCIO ARTHur

OS CULTOS AFROS TEM MUITAS LIGAÇÕES COM A RELIGIÃO CATÓLICA, DEVIDO AO SINCRETISMO, QUE SURGIU JUNTO COM OS PADRES JESUÍTAS NO TEMPO DA ESCRAVIDÃO.
CONTUDO, QUERO EXPLICAR O SEGUINTE:
A SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES DOS TERREIROS DE MINA ACONTECE SEGUNDO O QUE APRENDI COM MEU SAUDOSO ZELADOR DE SANTO (PAI JORGE KADANMANJÁ) E O QUE OUVIR DE ANTIGOS PAIS E MÃES DE SANTO ANTIGOS, COMO PAI EUCLIDES TALABYAN,MÃE ELZITA, ETC.....
QUE DURANTE A QUARESMA OS ORISHÁS E VODUNS VOLTAM A ÁFRICA, APARTIR DO DIA DE QUARTA-FEIRA DE CINZAS, E QUE NESSE DIA ACONTECE NAS CASAS TRADICIONAIS DE TAMBOR DE MINA O RITUAL DE ARRAMBAM , BANCADA DAS TOBOSSIS (JEJE) E DAS PRINCESAS (NAGÔ).
DURANTE O RITUAL É SERVIDO MUITAS IGUARIAS DO TAMBOR DE MINA COMO:DOCES,
FRUTAS, PIPOCAS, BEBIDAS FERMENTADAS (NÃO ALCOÓLICAS), PAÇOCAS, MILHO, FEIJÃO E AMENDOIM TORRADOS , ETC.
ANTES DO RITUAL ACONTECE A "TORRAÇÃO", DEPOIS OS ALIMENTOS PASSAM ALGUMAS HORAS NO QUARTO DE SANTO (PEJI ) PARA DEPOIS SEREM DESTRIBUINDOS PELAS ENTIDADES PARA TODOS QUE ESTIVEREM NO TERREIRO
SÃO DESTRIBUINDOS MUITAS IGUARIAS , O QUE SIGNIFICARIA UMA FORMA DE ARMAZENAR ALIMENTO PARA QUEM VAI FAZER UMA GRANDE "VIAGEM".
A QUARESMA ANTECEDE A SEMANA SANTA DOS CATÓLICOS, SIMBOLIZANDO O "EXÕDO" (LIBERTAÇÃO DO POVO DE ISRAEL DO EGITO E A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO) E TAMBÉM OS 40 DIAS QUE JESUS CRISTO PASSOU NO DESERTO APÓS SER BATIZADO POR JOÃO BATISTA.
DURANTE ESSE PERÍODO AS CASA DE CULTO (PRINCIPALMENTE AS MAIS TRADICIONAIS) NÃO REALIZAM SEUS RITUAIS PÚBLICOS , COMO O TOQUE DO TAMBOR DE MINA, OS ORISAS E VODUNS FAZEM ESSA 'VIAGEM" DE VOLTA A SEU CONTINENTE DE ORIGEM E DURANTE ESSE PERÍODO FICA APENAS UM 'ENCANTADO" (MUITAS DAS VEZES O FARRISTA) TOMANDO CONTA DE SEU FILHO (APARELHO).
SENDO QUE DURANTE ESSE PERÍODO ACONTECE ALGUNS RITOS AFROS(OBRIGAÇÃO DA CANA-VERDE, PLANTAÇÃO, MESA DE OSHALÁ) E ALGUNS DE ORIGEM CATÓLICA (SANTA CEIA, LAVA-PÉS,NOVENAS, VIA-SACRA)
AS CASAS DE MINA SÓ VOLTAM AS RUFAR SEUS TAMBORES AOS VODUNS E ORISAS A PARTIR DO MEIO -DIA DE SÁBADO DE ALÉLUIA .

AS TOBOSSIS

AS TOBOSSIS SÃO ENTIDADES AFRICANAS FEMININAS INFANTIS (TIDAS COMO ENTIDADES PURAS) AS VEZES SÃO COMPARADAS OU ASSIMILADAS COM OS ERÊS DO CANDOMBLÉ (NA MINHA OPINIÃO , EU DISCORDO).
SÃO FESTEJADAS NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS ( E NO DIA DE SÃO JOÃO NA CASA DAS MINAS JEJE)
SÃO DE ORIGEM PURAMENTE JEJE FON.
QUANDO A VODUNSI PASSA PELO ULTIMA OBRIGAÇÃO DO TAMBOR DE MINA, ELA PASSA DO GRAU DE VODUNSI-HE PARA VODUNSI HUNJAÍ ( OU AGONJAÍ), SERIA O EQUIVALENTE A OBRIGAÇÃO DE EBÃME QUE O YAÕ PASSA NO CANDOMBLÉ.
TALVEZ POR ISSO MUITOS ASSEMELHAM A OBRIGAÇÃO DO CANDOMBLÉ , "QUITANDA DE YAÕ" COM A "BANCADA DE TOBOSSIS", DEVIDO A DISTRIBUIÇÃO DE DOCES , FRUTAS E OUTRAS IGUARIAS QUE EXITE EM AMBAS.
DEVIDO A CULTURA JEJE TER "ACHATADO " A CULTURA NAGÔ, ALGUNS RITUAIS DO POVO JEJE FOI ADAPTADO AO CULTO NAGÕ COM ALGUMAS DERIVAÇÕES
AS VESTIMENTAS SÃO PRATICAMENTE PARECIDAS COM POUCAS MUDANÇAS , VARIANDO DE UMA CASA PARA OUTRA, SENDO O MAIOR SIMBOLO DAS TOBOSSIS E PRINCESAS SUA MANTA DE MISSANGAS MULTI-COLORIDAS.
O QUE SIMBOLIZA O GRAU MÁXIMO DO TAMBOR DE MINA.
AS TOBOSSIS SÃO PURAMENTE AFRICANAS (JEJE), POR ISSO COMUNICAM-SE ENTRE SI O SEU PRÓPRIO DIALETO, E FALANDO COM AS OUTRAS PESSOAS SOMENTE ATRAVÉS DE GESTOS ( SALVO O PAI E A MÃE DE SANTO DA VODUNSI)
A BANCADA DE QUARTA -FEIRA DE CINZAS (ARRAMBAM) ACONTECE NO CULTO NAGÕ COM A PARTICIPAÇÃO DE ENCANTADAS PRINCESAS E RAINHAS, CHAMADAS NO TAMBOR DE MINA DO MARANHÃO DE MOÇAS E SENHORAS ( PRINCESA FLORA, RAINHA ROSA, PRINCESA LUZIA , RAINHA MADALENA , PRINCESA INA,MENINA DO MARACUJÁ, ETC,)
E SEGUNDO A SAUDOSA MÃE DUDU ( DA CASA DE NAGÕ) FAZIAM PARTE DO CONVENTO (ENCANTARIA) DE YEMANJÁ , SENDO CONFIRMADO PELO TBM SAUDOSO PAI JORGE QUE TBM INCORPORAVA YEMANJÁ E REALIZAVA ESSE RITUAL NA SUA CASA , DENOMINADO DE "BANCADA DE PRINCESAS " E "TAMBOR DE MOÇAS".
ESSE RITUAL ERA COMANDADO POR YEMANJÁ NO RITO NAGÔ
E NO RITO JEJE ERA COMANDADO NA CASA DAS MINAS (OU FEITO EM SUA HOMENAGEM) POR NOCHÊ NAÉ OU NOCHÊ SEPAZIM.

OBS: Sobre a plantação de cana: que em nossa casa é feita 15 dias antes da sexta feira-santa com o recolhimento de nossos rosários onde se cobre todo de branco, todo o sagrado do terreiro e assim se cumpri esse período de resguardo, vamos por assim disser. Na sexta-feira-santa, para quem pode, que vá dormir na boca do tambor para que aguardem a chegado dos seus voduns e orixás. E logo antes do sol nascer; façam-se os rituais de lavagem dos rosários e troca das águas dos potes e quartinha sagradas, tudo no silencio em respeito a Oxalá, onde mais tarde ao cair da noite se faça o romper de aleluia. Nós em nossa casa ainda mantemos essas tradições.

segunda-feira, 25 de março de 2013


“ÂIYÉ ATÍ IKÚ ÔKAN NÁA NI.”

" VIDA E MORTE: AMBAS SÃO IDENTICAS !"

Em nosso pais hoje em dia as pessoas não podem nem ouvir falar do Culto dos Orixás, em virtude do Culto Ter virado um comércio, e muitos Zeladores de Orixás principalmente dos Candomblés, não generalizando, utilizarem seus conhecimentos de forma errônea, para prejudicar e auto se promover, operando muitas vezes desastres na vida das pessoas. Na maioria das vezes estes maus sacerdotes, não conhecem a fundo a ética, moral e a Filosofia e Religião, Yoruba. as vezes aprendem errado, com seus zeladores, não sabem verificar qual o Odù (destino Pessoal), Orixá e prescrevem ebós (trabalhos mágicos), errados, desequilibrando, psiquicamente, espiritualmente, atrapalhando ainda mais a prosperidade, das pessoas que este sacerdotes atendem.

A tarefa de ser um Omo Awo, filho do Segrego, era uma tarefa muito difícil e patrulhada por severas regras de conduta que deveriam servir de base técnica e moral para sua ação.

O Àwoni não poda procurar a mulher de outro, muito menos a sua ajudante Ritual.

O Awo não podia praticar Âjé, feitiço contra outro Awo ou contra inocentes.

Não poderia conspirar contra seus Irmãos.

Não podia abandonar outro Awo que estivesse em dificuldades, sem tomar providências para que tudo ficasse em ordem com o necessitado.

Não podia falar mal de outro, fora do âmbito de sua confraria, mesmo o outro sendo culpado.

O Awo não podia divulgar o teor das discussões travadas em seus encontros formais na confraria, Sociedade Secreta, mesmo que se tratasse de punição contra culpados ou desagravo de inocentes.

Praticavam a lei da natureza, do respeito, moral e da caridade.

“OYE TI O BA WU ENI NI TA IFÁ ENI PÁ”

“Qualquer que seja a soma que agrade alguém,

E aquela pela qual recebemos para jogar Ifá”

Só por este trecho saberemos distinguir a Boa-Cumba da Mal-cumba.

O Omo Ifá (Filhos do Orixá Orunmila-Ifá) passam pêlos seguintes aprendizados:

Genises Yoruba.

Adivinhação Sagrada de Ifá, Erindinlogun, Ifá-Opele.
Ewé, folhas sagradas e medicinais dos Orixás e Odùs.
Ógun, Medicina Natural, magica e psicossomáticas.
Êsé Ìtân Ifá, Versos dos contos de Ifá.
Oriki, Orações e rezas.
Odùs, signos ou reinos, energias que esta relacionada com o nosso Destino Pessoal, o nosso Karma.
Ebó Adimu, ebó significa Sacrifício, oferendas de comidas, sem sacrifício animal.
Ebó Orixá, Comidas especificas sem sacrifício animal.
Mitologia, enredo e as múltiplas qualidades dos Orixás.
Ojubo, Igba Orixá, assentamentos, os altares de Culto e os lugares sagrados.
Os Ewo (quizilas). Proibições e razão de sua existência.
O culto a Natureza: Terra, Água, rios, riachos, o mar, arvores, vento e ao tempo.
Acima de todas as forças está Deus, Olódùmarè, a Suprema força criadora que dá a existência, a substâncias e ao crescimento às demais forças; os Orixás, e abaixo destes o Homem.

Sabemos que a sede de nossa existência esta centralizada na cabeça (Orí). Segundo os povo Yoruba o Orí a Cabeça esta dividia da seguinte forma:

Orí Òde – Cabeça física.

Orí Inu – Cabeça Interior.

E o Ìpònri – Força Ancestral.

O Ìpònri e uma força de energia vital, esta força esta ligada ao primeiros pais do homem, ligando o Homem a Deus. Esta ancestralidade, matéria massa de origem, os Orixás e os Odùs, possui uma força extraordinária como fundadora do gênero humano familiar, propagada da divina herança vital, emanada de Deus.

O primeiro antepassado, esta força vital é sempre evocada e cultuada nos ritos de iniciação de nos rituais de Bori (rito de adoração ao Orixá Ori, Cabeça). Esta força ancestral que nos trás equilíbrio, Harmonia, prosperidade e Saúde. O Buri e um ritual de renascimento e morte.

Orí Inú é a assência da personalidade do psiquismo, da personalidade da alma (espirito encarnado), que deriva diretamente de Olódùmarè, Deus Supremo. O Ori Inú e nossa essência, aonde Deus Criador soprou o seu hálito, e nos criou. O Orí Inú é o ser interior e espiritual do homem e é imortal.

A cerimonia de Buri tem como objetivo de atingir os três Orís, existem vários tipos de cerimonias de Buri tais como:

Buri de Prosperidade.

Buri Branco

Buri Eje.

Buri de Iniciação.

Buri de apaziquação.

Conforme os milênios foram se passando, com a invasão Islâmica, e Jesuíta em África, hoje em dia o território Africano as religiões predominantes são o Islamismo e o Cristianismo. Após a chamada diaspora, o trafico negreiro, o Culto dos Orixás sofreram muitas modificações também em solo Brasileiro, ervas, rituais, a substituição do vinho de palma pela cachaça, tiveram que sobrer alterações para a nova realidade no novo Mundo. O culto dos Orixás evoluiu muito através dos milênios, assim como outras religiões de nosso globo. Em épocas memoráveis o culto dos Orixás foi a pratica de religião única em todo o solo Africano.

Todas as iniciações, obrigações ate as oferendas ou trabalhos mágicos, visam atingir o Enikéji, o nome dado ao nosso Duplo que vive no Òrun (além). Enikéji do Yoruba, Eni – pessoa, Kéji – Segunda.

O Culto, Ifá-Orunmila e um sistema, religioso, científico e filosófico, que veio da Mãe África, bastante diferente do sistema afro-brasileira, Candomblés, que sofreram muitas modificações, alterações e vários sincretismos, excluindo é claro as casas de Ilé Ase Orixás que mantém as Tradições primitivas vivas, estas casas são chamadas no meio como Casas de Tradição de Orixás.

Mas o sistema Africano de Ifá tem uma diferença grande na forma de iniciação, não a raspagem de Santo, e nem existe o transe de possessão.

ÌWÀ – O Caráter do Ser Humano.

O mais importante valor do povo Yoruba é o caráter, que é o maior atributo do homem. A palavra iwà vem do verbo wà – Existir, Ser. Odùnrin náa ní ìwà, Aquele homem tem um bom caráter. O indivíduo qué ìwà pèlé não entra em choque com nenhuma força humana e supernatural, vive em plena harmonia com todas as forças do universo. E este fato tem um forte peso no julgamento divino e define o bem estar na terra e o nosso lugar futuro após a nossa morte ou renascimento. Olódùmaré o Deus supremo e conhecido como Olúmònokàn, “aquele que conhece todos os corações”, que tudo sabe e tudo vê, e o seu julgamento é correto e absoluto.

As literatura Itans de Ifá é a mais importante fonte de informações dos valores éticos e do sistema de crença Yorubá. Òrúnmìlà estava presente quando tudo foi criado, e procurado para resolver os problemas e dar conselhos. Ifá fala em provérbios:

Ìwà nikàn l’ ó sòro o

“Caráter é tudo o que é necessário.”
Eni l’ orí rere tí kò n’ iwà, ìwà l’ o máa b’ orí rè jé.

“Uma pessoa de bom orí, que não tenha caráter, irá arruinar o seu destino.”

Com certeza nossas atitudes e nosso psiquismo podem afetar nossa prosperidade, se nossos pensamentos forem, negativos, como: Raiva, Depressão, Medos, Mágoas etc. Em virtude disto temos que procurar viver de bem com a vida, olhar as coisas boas e belas que Deus nos deu, Cultuar a natureza e aprender a contemplá-la, ou cultua-la. Como extensão da Grande Obra que é Deus.



QUE NOSSA SEMANA SEJA LIDERADA E ABENÇOADA POR ÈSU E NOSSO ORI PARA QUE TENHAMS SORTE, AMOR, FELICIDADE E VITÓRIAS EM NOSSOS CAMINHOS. "Kò sí èyí tí yọ́ọ̀ mọ́ọ jẹun
Tàbí yọ́ọ̀ mọ́ọ se ìgúnwà tí
Kò ní fi ti Èṣù síwájú

Não existe ninguém que coma,
Ou esteja instalado com realeza,
Sem que haja recorrido a Èṣù primeiro."

Compartilho com vocês esta conversa !!!!!!!
O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica. 
Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha (vulcão), de cabeça baixa e olhos apenas entre abertos, Elegbára observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho. 
Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo... Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.
Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Bára observou cada canto daqueles arredores. Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade. Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos. Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.
Bára suspirou.
Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio. Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.
Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Bára ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:
Laroyê, Senhor Falante.
Bára(Exu) ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Obatala.
Èpa Bàbá – respondeu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.
Noto que está pensativo, amigo Bára – falou Obatala 
Bára respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:
Trabalhamos tanto... e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.Obatalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Bára, como que prevendo o que seria dito, continuou:
Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso. É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado. É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho. Sou Bára, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.
Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Obatalá, apoiando-se em seu paxorô.
Bára soltou uma gargalhada, ao que Obatalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Bára – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens. Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Cármica observo muita coisa. Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra. O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne. Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.
Obatalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Bára o impediu de falar.
Ouça Obatalá – disse Bára, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Obatalá precisassem disso para ouvir melhor. E ambos ouviram o som que vinha da Terra. O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância. Bára deu outra gargalhada e disse:
Percebe? Temos trabalho por muitos séculos ainda.
E isso não é bom? – perguntou Obatalá, que dessa vez não deixou Bára responder e continuou:
Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo. Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.
Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Bára.
E você está, Senhor Falante? – tornou Obatalá. 
Mais uma vez Bára gargalhou.
Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.
Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?
Eu conheço os caminhos – respondeu Bára um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas. Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal. Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei. Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal. Pobres homens – repetiu Obatalá.
Pobres homens – concordou Elegbára – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal. E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.
Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Obatala´, admirando o horizonte. Sou justo, apenas isso – respondeu Bára.
Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? – tornou o maior dos orixás.
Bára olhou fundo nos olhos de Obatalá e respondeu:
Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Bára?
Imaginei que soubesse disso – respondeu , irônico como sempre.
Acho que sempre soube. Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações. Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Elegbára – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam. O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.
Bára olhou para os olhos de Obatalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Obatalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa: Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, (chamam na terra erradamente de exus, o povo de rua como alguns conhecem) dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz. Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas. O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude. Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Bára, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.
Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Bára em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.
Obatalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:
Então, companheiro Bára, não temos porque lamentar. A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar. A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda. Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada. Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.
Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra. Elegbára levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo. Onde vai, Senhor Falante? – perguntou Obatalá, como se não soubesse.
Vou trabalhar, Senhor da paz – respondeu gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?
Obatalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido. Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia. Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores.

Não temos que acreditar naquilo que não vemos, não temos que sentir medo. No momento em que reconhecemos nossa “vida em Ifá” como uma Matriz, entendê-la e ajustá-la para seu bom funcionamento, tudo se tornam mais fácil!

Somos literalmente parte do Universo e ele, conspira a nosso favor. Basta mantermos nossa energia ativada e equilibrada e Ợrúnmìlà-Ifá, através de nosso Orí, nos mostrará como encontrar o ponto de equilíbrio para alcançar a harmonia e a paz.

16 verdades de Ifá

1. Este Universo é benevolente 
2. Você não precisa sentir medo 
3. Há uma única Força Criativa - (Deus) 
4. Não existe nenhum Diabo 
5. É seu direito inato ser jovem, próspero e amado 
6. O céu é a “Casa” e a Terra o “Mercado”. Estamos em comunicação constante entre os dois
7. Você é literalmente parte do Universo, e não apenas de modo figurativo 
8. O seu caráter determina o resultado 
9. Supremacia é má 
10. Você não deve nunca, iniciar mal a outro ser humano 
11. Você não deve nunca prejudicar o Universo do qual você é parte 
12. Não deve haver nenhum tipo de discriminação 
13. A diversidade é o carimbo oficial da criação de Ợrúnmìlà (Deus) 
14. Você escolhe seu Destino.
15. O oráculo provê o mapa do caminho ao seu Destino 
16. Suas metas são: Equilíbrio, Crescimento e Sabedoria.

Àbọrú Àbọyè

IGEDE

IGEDE (Invocação para a boa fortuna)
Sou (seu nome) filho de (nome de seus pais) Eu lhe peço que:

Elimine todas as desgraças de minha vida. Elimine para sempre todo o infortúnio que possa vir em meu caminho. Traga-me sempre boa fortuna. Permita a todos aqueles que estão juntos em seu mundo ajudar-me, através de minhas dificuldades, para derrotar a meus inimigos. Se a Morte está vindo, ajude-nos para que possamos afastá-la. Afaste a Morte de todos meus filhos e afaste-a também de todos aqueles que incluo em minhas orações. Faça que não se morram jovens, faça que não se morram no fogo, faça que não se morram em uma tragédia, faça que não se morram com a vergonha, faça que não se morram na água. Peço-lhe que me olhe com bons olhos, para que o mundo me seja favorável e para que esteja livre de enfermidades. Permita-me vencer a meus inimigos. Permita-nos ser fecundos, assim como as árvores da palma masculinos e femininos que nunca são estéreis. Fecha para mim o caminho da perdição, cerra o caminho da perdição a meus filhos, o meu companheiro/a e a minha família, feche o caminho da luta contra mim, fecha o caminho da negatividade, fecha o caminho dos problemas com Esu. Permita-me sentar-me silenciosamente no mundo. Permita-me não morrer com uma epidemia. Permita ao mundo inteiro ouvir falar de mim, que sou rico, que tenho honra, que tenho prestígio, que meus filhos serão bons. Permita ouvir ao redor do mundo que sou uma pessoa boa e bendita. Troque o mal por bem ao longo de todos os meus dias na terra, que possa ser rico, que minha vida se alargue e minha saúde sempre seja boa, e que, todo o bem que se torne mal não possam localizar-me nenhum dia em que eu viva neste mundo. Abra o caminho da riqueza para mim, que o mundo inteiro tenha boa vontade ante a falta dos produtos de meu trabalho, que a morte intempestiva passe por mim. Permita a todos meus inimigos encontrar-se com a adversidade, que as coisas penosas estejam no seu caminho. A aqueles que pronunciam meu nome para mal, a aqueles que estão maldizendo-me, a aqueles que estão abusando de mim, a aqueles que estão desejando coisas más para mim. Solte-me do laço da morte, solte-me do laço do infortúnio, guie-me para a boa fortuna e a abundância, guie-me para a boa fortuna que vem dos filhos bons e férteis, guie-me para a boa fortuna e a honra, para a prosperidade, para a boa saúde e para uma vida grande. Permita-me ser conhecido como o pai que tem filhos bons que caminharam detrás de mim seguindo minha guia e me enterrarão ao final de minha vida. Permita-me ser como o fogo de quem fogem as pessoas, ou como a serpente que é muito temida por seus inimigos. Permita-me ser bendito por ser bom, que sempre tenha dinheiro para pagar minhas dívidas, e que possa fazer sempre coisas boas no mundo. Elimine todos os obstáculos de qualquer lugar que eu vá no mundo. Impeça que eu lute contra uma enfermidade mortal, contra as perdidas e os malefícios. Impeça que me façam danos àqueles que trabalham o mal, os Bruxos. Impeça todas as formas de maldades contra mim. Permita-me ser bendito com filhos. Permita que não se fale mal de mim no mundo, permita que meu nome seja famoso, permita a minha linhagem florescer no mundo. Assim como a água nunca toca a terra e se move sem ter um caminho, assim também que eu tenha sempre um bom caminho no mundo. Destrua o poder daqueles que com seu trabalho maléfico, destrua o poder dos elementos separatistas, destrua o poder dos inimigos conhecidos e desconhecidos, destrua o poder dos hipócritas, proteja-me de todos aqueles que tenham pensamentos negativos para mim. Elimine a todos meus inimigos e destrua seu poder. Evite que tenha que sofrer a morte de meus filhos. Dê-me força, para que possa conquistar a todos meus inimigos, e a todos os que hajam em minha vida desejando sofrer na pobreza. Permita-me viver muito tempo e vir a mim pelo poder branco. Dê-me dinheiro e todas as coisas boas da vida. 
Asé, asé, asé!

INI (SEU NOME) OMO (NOME DE SEUS PAIS ESPIRITUAIS) MO BE YIN, KI NLE ‘KE ODI. KIEMAA GBE ‘MI N ‘IJA KIEMAA GBE MI LEKE ISORO LOJO GBOGBO NI GBOGBO OJO AYE MI. KIEMAA GBE IRE KO MI NIGBABOGBO TABI KIEMAAGBE FUN MI. KI GBOGBO ENIYAN KAAKIRI AGBAYE GBARAJO, KIWON MAA GBE ‘MI N’IJA, KIEGBE MI LEKE OTA. BI ‘KU BA SUNMO ITOSI KI E BAMI YE OJO IKU FUN. ODUN TIATIBI MI SINU AYE KI E BAMI YE OJO IKU FUN ARA MI ATI AWON OMO MI TI MO BI. KIAMAKU NI KEKERE, KIAMAKU IKU INA, KIAMAKU IKU ORO, KIAMAKU IKU EJO, KIAMAKU SINU OMI, KI A F’FOJU RE WO MI, KI AWON OMO ARAYE LEE MAA FI OJU RERE WO MI. KI E MA JEKI NSAISAN KI NSEGUN ODI KI NREHIN OTA. KI E MA JEKI AWON IYAWO MI YA’GAN, TAKOTABO OPE KIIYA-AGAN. KI E BAMI DI ONA OFO, KI E BAMI DI ODO OFO, KI E BAMI DI ONA EJO, KI E BAMI DI ONA IBI, KI E BAMI DI ONA ESU, NI NRI’DI JOKO PE NILE AYE. KIEMA JEKI NBA WON KU – IKU AJOKU. KI E JEKI AWON OMO – ARAYE GBURO, MI PE MO L’OWO LOWO, PE MO NIYI, PE MO N’OLA, PE MO BIMO RERE ATI BEE BEE. KI E J EKI WON GBO IRO MI KAAKIRI AGBAYE. KI ESO IBI DE RERE FUN MI NI GBOGBO OJO AYE MI, KI EMI – RE S’OWO, KI EMI MI GUN KI ARA MI KIOL E, KI NMA RI AYIPADA DI BUBURU LOJO AYE MI ATI BEE BEE. KI E S I ‘NA AJE FUN ME, KI AWON OMO ARAYE WA MAA BAMI, RA OJA TI MO BA JIITA WARAWARA, IPEKU ORUN E PEHINDA LODO MI. KI E JEKI ORAN IBANJE MAA KAN GBOGBO AWON TI, O NDARUKO MI NI IBI TI WON NS E PE SO MI, TI WON NSORO BUBURU SI ORUKO MI, AWON TI NBU MI, TI WON NLU MI TI WON, NGB ‘ERO BUBURU SI MI. KIEDAI NI’DE ARUN ILU EJO, EGBESE ATI BEE BEE, KI E DA’RI IRE OWO, ISE ORO OMO OLA OLA EMIGIGUN, ARALILE ATI BEE BEE S ODO MI. KI E DA MI NI ABIYAMO TIYOO BIMO RERE TI WON, YOO GB‘EHIN S I – SINU AYE ATI BEE BEE. KI E JEKI NDI ARISA-INA, AKOTAGIRI EJO FUN AWON OTA, KIESO MI DI PUPO GUN RERE, KI’MI R’OWO SAN OWO ORI, KIMI R’OWO SAN AWIN ORUN MI ATI BEE BEE. KI E KA IBI KURO LONA FUN MI LODE AYE. KI E BAMI KA’WO IKU. ARUN EJO OF O OF O EFUN EDI APETA OS O. AJE AT AWON OLOOGUN BUBURU GBOGBO. KI E JEKI IYAWO MI R ‘OMO GBE PON, KI O R ‘OMO GBE S IRE, KI E JEKI ORUKO MI HAN SI RERE, KE IPA MI LAYE MA PARUN. OMI KIIBA ‘LE KIOMANI’PA, KI ‘MI NI ‘PA RE LAYE ATI BEE BEE. KI E BAMI TU IMO OSO, KI E BA MI TUMO AJE, KI E BAMI TUMO AWON AMONISENI, IMO AW ON AFIMONIS ENI ATI IMO AWON ASENIBANIDARO, TI NRO IBI SI MI KA. KI E BAMI TE AWON OTA MI. MOLE TAGBARATAGBARA WON KI E MA JEKI NR ‘IBI ABIKI OMO. KI E FUN MI NI AGBARA, KI NSEGUN AWON OTA MI LONI ATI NI GBOGBO OJO AYE MI, KIEMAA BAMI FI I S E SE GBOGBO AWON ENITI NWA IFARAPA ATI BEE BEE FUN MI. KI E JEKI NGBO KI NTO KO NPA EWU S EHIN. KI E FUN MI L OWO ATI OHUN RERE GBOGBO.
ASE, ASE, ASE, ASE, O!

COMO ÈSÙ TORNOU-SE ÒSIJÈ-EBÓ

Essa história revela o nascimento do 17o. Odù, como e de onde nasceu Òsetùwá, em decorrência, veremos a analise através de como Èsù se tornou ÈSÙ ÒSIJÈ-EBÓ, o transportador eencarregado de encaminhar as oferendas entre a terra e o òrun.
Quem deveria consultar o porta-voz-principal-do-culto-de-Ifá; a nuvem esta pendurada por cima da terra... 
Bábálàwó dos tempos imemoriais; Os "siris" estão no rio; a marca do dedo requer Yèréòsùn (pó sagrado de Ifá).
Estes foram os Bàbáláwo que jogaram Ifá para os quatrocentos Irúnmolè, senhores do lado direito, e jogaram Ifá para os duzentos malè, senhores do lado esquerdo. E jogaram Ifá para Òsun, que tem uma coroa toda trabalhada de contas, no dia em que ele (Òsetùwá) veio a ser o décimo sétimo dos Irúnmolè que vieram ao mundo, quando Òlódumàrè enviou os òrìsà, os dezesseis, ao mundo, para que viessem criar e estabelecer a terra.
E vieram verdadeiramente nessa época. As coisas que Òlódumàrè lhes ensinou nos espaços do òrun constituíram nos pilares de fundação que sustentam a terra para a existência de todos os seres humanos e de todos os ebora. Òlódumàrè lhes ensinou que quando alcançassem a terra, deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a de Orò, o Igbó Orò. Deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a a Eégún, o IgbóEégún, que seria chamado Igbó Òpá. Disse que deveriam abrir uma clareira na floresta consagrando-a a Odù Ifá, o Igbó Odù, onde iriam consultar o oráculo a respeito das pessoas. Disse ele que deveriam abrir um caminho para os Òrìsà e chamar esse lugar de Igbó Òrìsà, floresta para adorar os òrìsà. Òlódumàrè lhes ensinou a maneira como deveriam resolver os problemas de fundação (assentamento) e adoração dos ojóbo (lugares de adoração) e como fariam as oferendas para que não houvesse morte prematura, nem esterilidade, nem infecundidade, que não houvesse perda, nem vida paupérrima, não houvesse nada de tudo isso sobre a terra. Para que as doenças sem razão não lhes sobrevivessem, que nenhuma maldição caísse sobre eles, que a destruição e a desgraça não se abatessem sobre eles. Òlódumàrè ensinou aos dezesseis Òrìsà o que eles deveriam realizar para evitar todas as coisas. Ele os delegou e enviou à terra, a fim de executarem tudo isso. Quando vieram ao òde àiyé, a terra fundaram fielmente na floresta o lugar de adoração de Orò, o Igbó Orò. Fundaram na floresta o lugar de adoração de Eégún. Fundaram na floresta o lugar de adoração de Ifá que chamamos Igbódù. Também abriram um caminho para os òrìsà, que chamamos Igbóòòsa. Executaram todos esses programas visando a ordem. Se alguém estava doente, ele ia consultar Ifá ao pé de Òrúnmìlá. Se acontecia que Eégúnpoderia salvá-lo, dir-lho-iam. Seria conduzido ao lugar de adoração na floresta de Eégún ao Igbó-Igbàlè, para que ele fizesse uma oferenda para Egúngún. Talvez que um de seus ancestrais devesse ser invocado como Eégún, para que o adorasse, a fim de que esse Eégún o protegesse. Se havia uma mulher estéril, Ifá seria consultado, a respeito dela, a fim de que Orúnmìlà pudesse indicar-lhe a decocção de Òsun, que ela deveria tomar. Se havia alguém que estava levando uma vida de miséria, Orúnmìlà consultaria Ifá, a respeito dele. Poderia ser que Orò estivesse associado à sua própria entidade criadora.Orúnmìlà diria a essa pessoa que é a Orò que ela devia adorar. E ela seria conduzida à floresta de Orò. Eles seguiram essa prática durante muito tempo. Enquanto realizavam as diversas oferendas, eles não chamavam Òsun. Cada vez que iam a floresta de Eégún, ou à floresta de Orò, ou à floresta de Ifá, ou à floresta de Òòsà, a seu retorno, os animais que eles tinham abatido, fossem cabras, fossem carneiros, fossem ovelhas, fossem aves, entregavam-nos a Òsun para que ela os cozinhasse. Preveniram-na que quando ela acabasse de preparar os alimentos, não devia comer nenhum pouco, porque deviam ser levados aos Malè, lá onde as oferendas são feitas. Òsun começou a usar o poder das mães ancestrais - àse Iyá-mi - e a estender sobre tudo o que ela fazia esse poder de Iyá-mi-Àjé, que tornava tudo inútil. Se se predissesse a alguém que ele ou ela não fosse morrer, essa pessoa não deixava de morrer. Se fosse proclamado que uma pessoa não sobreviveria, a pessoa sobreviveria. Se se previsse que uma pessoa daria à luz um filho, a pessoa tornava-se estéril. Um doente a quem se dissesse que ele ficaria curado não seria jamais aliviado de sua doença. Essas coisas ultrapassavam seu entendimento, porque o poder de Olódumàre jamais tinha falhado. Tudo que Olódumàre lhes havia ensinado eles o aplicava, mas nada dava resultado. Que era preciso fazer? Quando se congregaram numa reunião, Orúnmìlà sugeriu que, já que eles eram incapazes de compreender o que se estava passando por seus próprios conhecimentos, não havia outra solução senão consultar Ifá novamente. Em consequência, Orúnmìlà trouxe seu instrumento adivinhatório, depois consultou Ifá. Contemplou longamente a figura do Odù que apareceu e chamou esse Odù pelo nome deÒsetùwá. Ele olhou em todos os sentidos. A partir do resultado definitivo de sua leitura, Orúnmìlà transmitiu a resposta a todos os outros Odù-àgbà. Estavam todos reunidos e concordaram que não havia outra solução para todos eles, osÒRÌSÀS-IRÚNMÀLÈ, senão encontrar um homem sábio e instruído que pudesse ser enviado a Olódumàre, para que mandasse a solução do problema e o tipo de trabalho que devia ser feito para o restabelecimento da ordem, a fim de que as coisas voltassem a normalizar-se, e nada mais interferisse em seus trabalhos. Ele, Orúnmìlà, deveria ir até a Olódumàrè. Orúnmìlàergueu-se. Serviu-se de seus conhecimentos para utilizar a pimenta, serviu-se de sua sabedoria para tomar nozes de obi, despregou seu òdùn (tecido de ráfia) e o prendeu no seu ombro, puxou seu cajado do solo, um forte redemoinho o levou, e ele partiu até os vastos espaços do outro mundo para encontrarOlódumàrè.
Foi lá que Orúnmìlà reencontrou Èsù Òdàrà. Èsù já estava comOlódumàrè. Èsù fazia sua narração a Olódùmarè. Explicava que aquilo que estava estragando o trabalho deles na terra era o fato de eles não terem convidado a pessoa que constitui adécima sétima entre eles. Por essa razão, ela estragava tudo,Olódumàrè compreendeu. Assim que Orúnmìlà chegou, apresentou seus agravos a Olódumàrè. Então Olódumàrè lhe disse que deveria ir e chamar a décima sétima pessoa entre eles e levá-la a participar de todos os sacrifícios a serem oferecidos. Porque, além disso, não havia nenhum outro conhecimento que Ele lhes pudesse ensinar senão as coisas que Ele já lhes havia dito. Quando Orúnmìlà voltou à terra, reuniu todos os òrìsà e lhes transmitiu o resultado de sua viagem. Chamaram Òsun e lhe disseram que ela deveria segui-los por todos os lugares onde deveriam oferecer sacrifícios. Mesmo na floresta de Eégún. Òsunrecusou-se: ela jamais iria com eles. Começaram a suplicar aÒsun e ficaram prostrados um longo tempo. Todos começaram a homenageá-la e a reverenciá-la. Òsun os maltratava e abusava deles. Ela maltratava Òrìsànlá, maltratava Ògún, maltratavaOrúnmìlà, maltratava Òsányín, maltratava Orànje, ela continuava a maltratar todo mundo. Era o sétimo dia, quandoÒsun se apaziguou. Então eles disseram que viesse. Ela replicou que jamais iria, disse, entretanto, que era possível fazer uma outra coisa já que todos estavam fartos dessa história. Disse que se tratava da criança que levava no seu ventre. Somente se eles soubessem como fazer para que ela desse à luz uma criança do sexo masculino, isso significaria que ela permitiria então que ele a substituísse e fosse com eles. Se ela desse à luz uma criança do sexo feminino, podiam estar certos que esta questão não se apagaria em sua mente. Ficariam aí, pedaços, pedaços, pedaços. E eles deveriam saber com certeza que esta terra pereceria; deveriam criar uma nova. Mas se ela desse a luz a um filho-homem, isso queria dizer que, evidentemente, o próprio Olórun os tinha ajudado. Assim apelou-se para Òrìsànlá e para todos os outros òrìsà para saber o que deveriam fazer para que a criança fosse do sexo masculino. Disseram que não havia outra solução a não ser que todos utilizassem o poder - àse - queOlódumàrè tinha dado a cada um deles; cada dia repetidamente deveriam vir, para que a criança nascesse do sexo masculino, Todos os dias iam colocar seu àse - seu poder - sobre a cabeça de Òsun, dizendo o que segue. "Você Òsun ! Homem ele deverá nascer, a criança que você traz em si!" Todos respondiam "assim seja", dizendo "TÓ!" acima de sua cabeça...Assim fizeram todos os dias, até que chegou o dia do parto deÒsun. Ela lavou a criança. Disseram que ela deveria permitir-lhes vê-la. Ela respondeu "não antes de nove dias". Quando chegou o nono dia, ela os convocou a todos. Esse era o dia da cerimônia do nome, da qual se originaram todas as cerimônias de dar o nome. Mostrou-lhes a criança, e a pôs nas mãos de Òrìsà. Quando Òrìsànlá olhou atentamente a criança e viu que era um menino, gritou: "Músò"...! (hurra...!). Todos os outros repetiram "Músò"...! Cada um carregou a criança, depois o abençoaram. Disseram "somos gratos por esta criança ser um menino". Disseram "que tipo de nome lhe daremos". Òrìsà disse: "vocês todos sabem muito bem que cada dia abençoamos sua mãe com nosso poder para que ela pudesse dar à luz uma criança do sexo masculino, e essa criança deveria justamente chamar-se À-S-E-T-Ù-W-Á (o poder trouxe ela a nós)" Disseram: "acaso você não sabe que foi o poder do àse, que colocamos nela, que forçou essa criança a vir ao mundo, mesmo se antes ela não queria vir à terra sob a forma de uma criança do sexo masculino? Foi nosso poder que a trouxe à terra". Eis por que chamaram a criança de ÀSETÙWÀ. Quando chegou o tempo, Orúnmìlà consultou o oráculo Ifá acerca da criança, porque todos devem conhecer sua origem e destino, colheram o instrumento de Ifá para consultá-lo. Eles o manipularam e o adoraram. Era chegado o momento de consultar Ifá a respeito dele, para saberem qual era seu Odù, para que o pudessem iniciar no culto de Ifá. Levaram-no à floresta de Ifá, que chamamos Igbódù, onde Ifá revelaria que Òsè e Òtùá eram seu Odù. Este foi o resultado que ele deu a respeito da criança. Orúnmìlà disse: "a criança que Òsè e Òtùá fizeram nascer, que antes chamamos de Àsetùwá", disse, "chamemo-la de Òsètùá". Foi por isso que chamaram a criança com o nome do Odù de Ifá que lhe deu nascimento, Òsètùá. Àsetùá era o nome que ele trazia anteriormente. Assim, a criança participou do grupo dos outros Odù, ao ponto de ir com eles a todos os lugares onde se faziam oferendas na terra. Foi assim que todas as coisas queOlódùmàrè lhes tinha ensinado deixaram de ser corrompidas. Cada vez que proclamavam que as pessoas não morreriam, elas realmente sobreviviam e não morriam. Se diziam que as pessoas seriam ricas, elas tornavam-se realmente ricas. Se diziam que a mulher estéril conceberia, ela realmente dava à luz. A própriaÒsun deu a essa criança um nome nesse dia. Disse ela: "Osó a gerou (significando que a criança era filho do poder mágico), porque ela mesma era uma ajé e a criança que ela gerou é um filho homem. Disse ela: "Akin Osò", (Akin Osò: poderoso mago; homem bravo dotado de um grande poder sobrenatural) eis o que a criança será!
É por isso que eles chamaram Òsetùá de Akin Osò, entre todos os Odù Ifá e entre os dezesseis òrìsà mais anciãos. Depois eles disseram que em qualquer lugar onde os maiores se reunissem, seria compulsório que a criança fosse um deles. Se não pudessem encontrar o décimo sétimo membro, não poderiam chegar a nenhuma decisão, e se dessem um conselho, não poderiam ratifica-lo. Finalmente, aconteceu! Sobreveio uma seca na terra. Tudo estava seco! Não havia nem orvalho! Fazia três anos que tinha chovido pela última vez. O mundo entrou em decadência. Foi então que eles voltaram a consultar Ifá, Ifà àjàlàiyé. (aquele que administra a terra)
Quando Orúnmìlà consultou Ifá àjàlàiyé, disse que deveriam fazer uma oferenda, um sacrifício, e preparar a oferenda de maneira que chegasse a Olódùmàrè, para que Olódùmàrèpudesse ter piedade da terra, e assim não virasse as costas à terra e se ocupasse dela para eles. Porque Olódùmàrè não se ocupava mais da terra. Se isso continuasse, a destruição era inevitável, era iminente. Somente se pudessem fazer a oferenda,Olódumàrè teria sempre misericórdia deles. Ele se lembraria deles e zelaria pelo mundo. Foi assim que prepararam a oferenda. Eles colocaram, uma cabra, uma ovelha, um cachorro e uma galinha, um pombo, uma preá, um peixe, um ser humano e um touro selvagem, um pássaro da floresta, um pássaro da savana, um animal doméstico. Todas essas oferendas, e ainda dezesseis pequenas quartinhas cheias de azeite de dendê que eles juntaram nesse dia. E ovos de galinha, e dezesseis pedaços de pano branco puro. Prepararam as oferendas apropriadas usando folhas de Ifá, que toda oferenda deve conter. Fizeram um grande carrego com todas as coisas. Disseram então, que o próprio Èjì-Ogbè deveria levar essa oferenda a Olódumàrè. Ele levou a oferenda até as portas do òrun, mas não, lhe foram abertas. Èjì-Ogbè voltou à terra. No segundo dia Òyèkú-Méji a carregou, ele voltou. Não lhe abriram as portas. Ìwòrí-Méji levou a oferenda, assim fizeram Òdi-Méji; Ìrosùn-Méji; Òwórin-Méji; Òbàrà-Méji; Òkànràn-Méji; Ogúndá-Méji; Òsá-Méji; Ìká-Méji; Òtúrúpòn-Méji; Òtúá-Méji; Ìrètè-Méji; Òsè-Méji; Òfún-Méji.


Mas não puderam passar Olórun não abria as portas. Assim decidiram que o décimo sétimo entre eles deveria ir e experimentar o seu poder, antes que tivessem que reconhecer que não tinham mais nenhum poder. Foi assim que Òsetùá foi visitar certos Babaláwo, para que eles consultassem o oráculo para ele. Esses Babaláwo traziam os nomes de Vendedor-de-azeite-de-dendê e Comprador-de-azeite-de-dendê. Ambos esfregaram seus dedos com pedaços de cabaça. Jogaram Ifá para Akin Osò, o filho de Enìnàre (aquela que foi colocada na senda do bem) no dia em que ele conseguiu levar a oferenda ao poderoso òrun. Disseram que ele deveria fazer uma oferenda; disseram, quando ele acabasse de fazer a oferenda, disseram, no lugar a respeito do qual ele estava consultando Ifá, disseram, ali, ele seria coberto de honras, disseram, sucederá que a posição que ele ali alcançasse, disseram, essa posição seria para sempre e não desapareceria jamais. Disseram, as honras que ele ali receberia, disseram, o respeito, seriam intermináveis. Disseram: "Você verá uma anciã no seu caminho", disseram, "faça-lhe o bem". Assim, quando Òsetùá acabou de preparar a oferenda, seis pombos, seis galinhas com seis centavos e quando estava em seu caminho, ele encontrou uma anciã. Ele carregava a oferenda no caminho que levaria a Èsù, quando encontrou essa anciã na sua rota. Essa anciã era da época em que a existência se originou. Disse: "Akin Osò! à casa de quem vai você hoje ?" Disse: "eu ouvi rumores a respeito de todos vocês na casa de Olófin, que os dezesseis Odù mais idosos levaram uma oferenda ao poderoso òrun sem sucesso".
Disse: "assim seja". 
Disse: "é sua vez hoje?'' 
Disse: "é minha vez". 
Disse: "tomou alimentos hoje?" 
Respondeu ele: "eu tomei alimentos". 
Disse ela "quando você chegar a seu sitio, diga-lhes que você não irá hoje". 
Disse ela: "Esses seis centavos que você me deu", Disse: "há três dias não tinha dinheiro para comprar comida" 
Disse: "diga-lhes que você não ira hoje". 
Disse: "quando chegar amanhã, você não deve comer, você não deve beber antes de chegar ali". 
Disse: "você deve levar a oferenda". Disse: "todos esses que ali foram, comeram da comida da terra, essa é a razão por que Olórun não lhes abriu a porta!" 
Quando Òsetùá voltou a casa de Oba Àjàlàiyè, todos os Odù Ifá estavam reunidos lá. Disseram: "você deve estar pronto agora, é sua vez hoje de levar a oferenda ao òrun, talvez a porta seja aberta para você!" Disse ele que estaria pronto no dia seguinte, porque não tinha sido avisado na véspera. Quando chegou o dia seguinte, Òsetùá, foi encontrar Èsù e lhe perguntou o que deveria fazer. Èsù respondeu: "Como! Jamais pensei que você viria me avisar antes de partir". Disse ele: "isso vai acabar hoje, eles lhe abrirão a porta !" Perguntou ele: "Tomou algum alimento?" Òsetùá lhe respondeu que uma anciã lhe tinha dito na véspera que ele não devia comer absolutamente nada. EntãoÒsetùá e Èsù puseram-se a caminho. Partiram em direção aos portões do òrun. Quando chegaram lá, as portas já se encontravam abertas, encontraram as portas abertas. Quando levaram a oferenda a Olódùmarè e Ele examinou. Olòdumarèdisse: "Haaa! Você viu qual foi o último dia que choveu na terra?! Eu me pergunto se o mundo não foi completamente destruído. Que pode ser encontrado lá?" Òsetùá não podia abrir a boca para dizer qualquer coisa. Olódùmarè lhe deu alguns "feixes" de chuva. Reuniu, como outrora, as coisas de valor do òrun, todas as coisas necessárias para a sobrevivência do mundo, e deu-lhas. Disse que ele, Òsetùá, deveria retornar. Quando deixaram a morada de Olódumarè, eis que Òsetùáperdeu um dos "feixes" de chuva. Então a chuva começou a cair sobre a terra. Choveu, choveu, choveu, choveu... Quando Òsetùávoltou ao mundo, em primeiro lugar foi ver Quiabo. Quiabo tinha produzido vinte sementes. Quiabo que não tinha nem duas folhas, um outro não tinha mesmo nenhuma folha em seus ramos. Voltou-se em direção à casa do Quiabo escarlate, Ilá Ìròkò tinha produzido trinta sementes. Quando chegou a casa de Yáyáá, esse havia produzido cinquenta sementes. Foi então até à casa da palmeira de folhas exuberantes, que se encontrava na margem do rio Awónrin Mogún. A palmeira tinha dado nascimento a dezesseis rebentos. Depois que a palmeira deu nascimento a dezesseis rebentos ele voltou à casa de Oba Àjàlàiyé. Àse se expandia e se estendia sobre a terra. Sêmen convertia-se em filhos, homens em seu leito de sofrimento se levantavam, e todo o mundo tornou-se aprazível, tornou-se poderoso. As novas colheitas eram trazidas dos plantios. O inhame brotava, o milho amadurecia, a chuva continuava a cair, todos os rios transbordavam, todo mundo era feliz. QuandoÒsetùá chegou, carregaram-no para montar num cavalo (signo de realeza: só os mais poderosos podem-se permitir a criar ou montar cavalos em País Yorùbá). Estavam mesmo a ponto de levantar o cavalo do chão para mostrar até que ponto as pessoas estavam ricas e felizes. Estavam de tal forma contentes com ele, que o cobriram de presentes, os que estavam em sua direita os que estavam em sua esquerda. Começaram a saudarÒsetùá: "Você é o único que conseguiu levar a oferenda ao òrun, a oferenda que você levou ao outro mundo era poderosa! Disseram, "sem hesitação, rápido, aceite meu dinheiro e ajude-me a transportar minha oferenda ao òrun! Òsetùá! Aceite rápido! Òsetùá aceite minha oferenda!" Todos os presentes queÒsetùá recebeu, os deu todos a Èsù Òdàrà. Quando os deu a Èsù,Èsù disse: "Como!" Há tanto tempo ele entregava os sacrifícios, e não houve ninguém para retribuir-lhe a gentileza. "Você Òsetùá! Todos os sacrifícios que eles fizerem sobre a terra, se não os entregarem primeiro a você, para que você possa trazer a mim, farei que as oferendas não sejam mais aceitáveis".
Eis a razão pela qual sempre que os Babaláwo fazem sacrifícios, qualquer que seja o Odù Ifá que apareça e qualquer que seja a questão, devem invocar Òsetùá para que envie as oferendas a Èsù. Porque é só de sua mão que Èsù aceitará as oferendas para levá-las ao òrun.
Porque quando Èsù mesmo recebia os sacrifícios das pessoas da terra e os entregava no lugar onde as oferendas são aceitas, eles não demonstravam nenhum reconhecimento pelo que ele fazia por todos até o dia em que Òsetùá teve de carregar o sacrifício e Èsù foi abrir o caminho apropriado para o òrun, para alcançar a morada de Olódumàrè. Quando se abriram as portas para ele. A qualidade de gentileza que Èsù recebeu deÒsetùá era realmente muito valiosa para ele (Èsù). Então ele eÒsetùá decidiram combinar um acordo pelo qual todas as oferendas que deveriam ser feitas deveriam ser-lhe enviadas por intermédio de Òsetùá. Foi assim que Òsetùá converteu-se no entregador de oferendas para Èsù. Èsù Òdàrà, foi assim que ele se converteu em O portador de oferendas para Olódumàrè, Èsù Òsijé-Ebó, no poderoso òrun. É assim como este Itan (verso) Ifá explica, a respeito de ÈSÙ E ÒSETÙÁ.


OXETUA OU OXETURA SÃO NOMES DO ODU QUE RESULTA DO ENCONTRO DE OXE COM OTURA.
OS NIGERIANOS COSTUMAM GRAFAR OSETÙÚÁ, OSÈTÙWÁ OU OSETURA, O SIGNIFICADO É O MESMO.
O INCORRETO É CONSIDERAR-SE ESTE ODU, O DÉCIMO SÉTIMO ODU DE IFÁ E PRIMEIRO OMÓ ODU DE UMA SÉRIE DE 240, OU COMO UMA "QUALIDADE" DE EXU.
EMBORA SEJA O CAMINHO ATRAVÉS DO QUAL EXU RECEBE E CONDUZ AS OFERENDAS E EBÓS.