terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gravações do Tambor de Mina em 1938, feita em São Luís do Maranhão, no Terreiro Fé em Deus de Maximiliana Silva, bairro do João Paulo.

Em 1938, por iniciativa e patrocínio de Mário de Andrade, então diretor do Departamento de Cultura de São Paulo (atual Secretaria Municipal de Cultura), um grupo de pesquisadores, antropólogos e técnicos percorreu vários Estados do Norte e Nordeste coletando material aúdio-visual, além de artefatos pertencentes a diversas manifestações culturais. Esta iniciativa sem precedentes no Brasil até então ficou conhecida como a Missão de Pesquisas Folclóricas.

A intenção era registrar com a maior riqueza de detalhes possível para a posteridade as diversas manifestações antes de sua total descaracterização com o crescente urbanismo do país à época.

Em sua passagem por São Luís, em meados de 1938, a Missão de Pesquisas Folclóricas fez importantes registros áudio-visuais. Foram registrados o Tambor de Crioula, o Tambor de Mina, o Bumba-meu-boi e o Carimbó.

Muito legal este vídeo que data do início das pesquisas em torno das religiões afro-brasileiras. Cabe destacar que tais pesquisas se iniciaram, na história da antropologia brasileira, nos anos 30 no Recife e no Maranhão, chegando à a Bahia apenas nos anos 40. Vários intelectuais conhecidos contribuíram para a realização e legitimação destes estudos, entre eles estão Mario de Andrade, Solano Trindade e Jorge Amado
O primeiro registro feito em São Luís foi o do Tambor de Crioula, em um terreiro não identificado, no bairro do João Paulo. O Tambor de Mina foi registrado também no mesmo bairro, no terreiro de Maximiliana Silva, como mostra a foto acima de uma participante em transe.

O Carimbó, manifestação marcadamente paraense, também foi registrado em pleno Centro de São Luís, com uma brincante fazendo evoluções coreográficas, acompanhada de um solo de marimba (berimbau). Já o Bumba-meu-boi foi registrado, ao que tudo consta, somente em aúdio, sem maiores identificações; mas tudo leva a crer, através da audição das faixas, de que se trata de algum grupo do Sotaque da Ilha (Matraca), com marcação bem semelhante porém, um pouco mais rústica da notada atualmente.

A Missão de Pesquisas Folclóricas foi responsável pelo 1º registro em mídia dessas manifestações maranhenses e sua contribuição sócio-cultural e antropológica é sem precedentes no Brasil em termos de amplitude e riqueza de material.

Um vídeo sobre o registro do Tambor de Mina em São Luís está disponível no YouTube aos que quiserem se aprofundar mais no assunto
Descrição do Video: Missão de Pesquisas Folclóricas realizada em 1938 pelo Norte e Nordeste do Brasil, por iniciativa de Mário de Andrade, colecionando material áudio-visual das manifestações folclóricas antes de sua descaracterização, provocada pela crescente urbanização do país à época.

Gravação feita em junho de 1938, em São Luís do Maranhão, no Terreiro Fé em Deus de Maximiliana Silva, bairro do João Paulo.

Foi a primeira vez que o Tambor de Mina, culto fetichista afro-religioso maranhense, foi registrado em mídia.
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CINEUNAMA - FILME - PIERRE VERGER: MENSAGEIRO ENTRE DOIS MUNDOS



Cine Unama apresenta esta semana uma programacão especial com o filme "Pierre Verger: Mensageiro entre dois Mundos". O filme marca a presença do cinema na programação do Simpósio "Etno-Cidades - Verbos, Movimentos e Ação", que acontece de 18 a 20 deste mês na Universidade da Amazônia. A projeção do filme acontecerá no dia 19, às 17h, no auditório David Mufarrej, campus Alcindo Cacela, entrada franca.

III CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA “FÉ E RESISTÊNCIA”


O instituto nacional da tradição e cultura brasileira-INTECAB/PA.
Temos a honra de convida-los para construção da  III caminhada pela liberdade religiosa “fé e resistência”,que acontecerá com seu valoroso apoio e parceria em março de 2012.
O objetivo de nossa caminhada é de reivindicar a liberdade plena de direitos a cidadania religiosa ou não de qualquer natureza.fazer valer a laicidade do pluralismo de nosso país,criar frentes que desenvolvam em suas bandeiras de luta a paz,a relação harmonica entre a diversidade diferenciada de praticantes ou não de credos,numa linha de respeito mútuo do homem pelo homem e suas relações humanas.
A cada encontro nosso,apontaremos as dinâmicas,propostas,infra e formaremos também nossas comissões para os encaminhamentos.
Sua presença é muito importante!

“grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças, e não apenas em desfrutar das semelhanças.” (james fredericks)

“tudo que é realmente grande e inspirador é criado pelo indivíduo,principalmente a liberdade”.(albert einstein)
MAMETU KAIANILEJI (KÁTIA HADAD)
DIRETORIA SOCIAL DO INTECAB/PA

FONE PARA CONTATO:88223937-32579036.

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Chega de intolerância religiosa é lema de campanha nacional



Campanha visa mobilizar a comunidade religiosa a defender seus direitos e esclarecer o restante da população que as Religiões de Matrizes Africanas precisam ter seus ritos respeitados e não podem sofrer perseguição religiosa pelo fato de praticar sua fé. O Coletivo de Entidades Negras (CEN), organização política do Movimento Negro que se encontra em 17 estados da Federação lançou em 20 de outubro, a campanha Chega de Intolerância - Não toquem em nossos terreiros em parceria com a agência de publicidade Multiplike - Tecnologia | Informação | Comunicação e com o apoio da agência de notícias Afropress.

Segundo Marcio Alexandre M. Gualberto, coordenador geral do CEN, esta campanha tem como objetivos fundamentais "mobilizar religiosos e religiosas para saírem da passividade e defenderem seus direitos. Nosso povo tem o hábito de esperar que alguém faça por eles, é importante sair do imobilismo e ir à luta". Para o Coordenador Geral, os casos de intolerância religiosa vêm aumentando em todo o país e têm sido frequentes ataques físicos tanto às casas religiosas, quanto às pessoas.

"Enquanto a intolerância religiosa está ligada aos xingamentos ou comportamentos discriminatórios a situação é grave, sem dúvida, mas está num determinado patamar. Quando passa a agressão física, a cusparadas, agressões com a Bíblia, invasão de terreiros, derrubada de muros, queima de santos e mesmo assassinatos como temos visto em Manaus, então é sinal de que estamos mesmo por nossa própria conta e, se não agirmos, seremos sempre as vítimas preferenciais daqueles que querem tornar o Brasil um pais fundamentalista de viés evangélico-pentecostal", afirma Marcio Alexandre.

No dia 20 de novembro, quando ocorre a VI Caminhada Pela Vida e Liberdade Religiosa, em Salvador, haverá o lançamento oficial da campanha que se propõe permanente e em nível nacional.

Contato:

Marcio Alexandre M. Gualberto (Coordenador Geral do CEN) (22) 2664-1213

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